Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda pediram o bloqueio de 5.209 domínios relacionados à exploração ilegal de apostas. Até esta terça-feira (29), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) havia determinado a derrubada de 2.387 deles.
A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi/MJSP) identificou 1.386 domínios, enquanto a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), da Fazenda, apontou 3.823. As listas estão sendo consolidadas pelos órgãos para orientar novas medidas de bloqueio e responsabilização.
A ação inclui monitoramento contínuo do ambiente digital, troca de informações entre órgãos públicos e identificação dos responsáveis pelas operações. Além dos sites, foram removidas 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram usados para divulgar, promover ou facilitar o acesso a apostas irregulares.
O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), iniciou nesta terça-feira uma atuação para retirar do TikTok conteúdos relacionados à divulgação desse tipo de aposta. No Telegram, as medidas alcançaram 1.014.722 membros e usuários de canais, grupos e perfis ligados a bets ilegais.
Também foram notificados 186 aplicativos para remoção das lojas da Apple e do Google. O prazo termina em 6 de outubro. As plataformas notificadas são Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord.
Investigações da Polícia Federal
A Polícia Federal conduz investigações para responsabilizar criminalmente os envolvidos e identificar patrimônio associado às atividades ilícitas. Entre março de 2023 e agosto de 2026, foram realizadas 12 operações em diferentes estados e no Distrito Federal, com pelo menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão.
Quando houve registro de valores, os pedidos de sequestro de bens e recursos somaram aproximadamente R$ 4,17 bilhões. Entre as operações estão Narco Bet, Dark Bet, Dark Bet II, Véu de Maia, Última Aposta e Arena, voltadas a organizações criminosas relacionadas a apostas ilegais, lavagem de dinheiro e outros crimes associados ao setor.
A atuação conjunta dos órgãos busca ampliar a fiscalização do ambiente digital e garantir o cumprimento das regras estabelecidas pela MP 1.394/2026.



