MATO GROSSO — Otaviano Pivetta (Republicanos) foi matematicamente reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quando a apuração estava em 89,95%, ele somava 60,99% dos votos válidos, resultado suficiente para encerrar a disputa sem a necessidade de uma segunda votação.
Pivetta também foi o candidato a um cargo do Executivo com o maior patrimônio declarado no país. À Justiça Eleitoral, informou possuir R$ 575,6 milhões em bens. A quantia supera em 27,2% os R$ 452,5 milhões declarados em 2022, quando ele foi reeleito vice-governador.
Resultado e composição da chapa
O senador Wellington Fagundes (PL) aparecia na segunda posição, com 23,05% dos votos válidos. Natasha Slhessarenko (PSD) tinha 15,07%. Sargento Laudicério (Agir), Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão) também disputaram a eleição, mas registravam menos de 1% cada.
A vice-governadora eleita é Gisela Simona (União Brasil), suplente de deputada federal. A chapa reuniu Republicanos, União Brasil, PP, PSDB, Cidadania e Podemos. O cargo de vice havia sido destinado inicialmente a Fábio Garcia (União Brasil), que deixou a disputa em 11 de agosto para concorrer novamente à Câmara. Garcia é investigado em um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 300 milhões em um acordo entre o governo estadual e a operadora Oi.
Trajetória política
Aos 67 anos, Pivetta assumiu o governo em março, depois que Mauro Mendes (União Brasil) renunciou para disputar o Senado. Antes, foi vice-governador nas gestões de Mendes eleitas em 2018 e 2022.
Natural de Caiçara, no Rio Grande do Sul, mudou-se em 1982 para Lucas do Rio Verde (MT), onde construiu sua carreira no agronegócio. Foi prefeito da cidade em 1996, 2000 e 2012, além de ter conquistado um mandato de deputado estadual em 2006. Passou por PFL, PPS e PDT antes de ingressar no Republicanos.



