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Prefeitura de São Paulo analisa intervenção na empresa A2 após operação policial

Ricardo Nunes reuniu órgãos municipais para avaliar medidas jurídicas, técnicas e operacionais relacionadas à empresa de ônibus.

Prefeitura de São Paulo analisa intervenção na empresa A2 após operação policial
Foto: reprodução/SBT News

A Prefeitura de São Paulo avalia intervir na empresa de ônibus A2 depois da Operação Vectura Corrupta, que investiga uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou uma reunião com órgãos municipais para definir quais providências podem ser adotadas.

Participam da análise representantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município, da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. O grupo deverá examinar a situação da empresa nos aspectos jurídico, técnico e operacional.

Nunes afirmou que a A2 não aparece como alvo da investigação. Segundo ele, um dos sócios da companhia é mencionado no processo, que também inclui um pedido de prisão relacionado a um integrante da empresa. “Mas a empresa em si não está cogitada no processo", disse o prefeito.

A decisão sobre uma eventual intervenção será tomada depois da conclusão do parecer da equipe municipal. Em vídeo enviado à imprensa, Nunes afirmou que receberia a avaliação ainda nesta quinta-feira (17).

Em nota, a Prefeitura informou que fará um levantamento de contratos, documentos e possíveis vínculos da A2 com o sistema municipal de transporte. O município declarou que poderá adotar medidas administrativas e judiciais para proteger o interesse público e manter a continuidade dos serviços. A administração também afirmou que não compactua com irregularidades e que seguirá colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

Investigação sobre o transporte coletivo

Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Vectura Corrupta tenta cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e da Baixada Santista.

Entre os alvos estão Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo; Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans; Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL; e Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da A2 Transportes. Julio Salvador Filho, diretor da empresa, também é alvo da operação.

A apuração começou como desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024. A Polícia Civil identificou uma possível estrutura de infiltração do crime organizado em empresas de transporte coletivo. Os investigadores apontaram ainda que pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na cidade de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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