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Brasil

Renan Santos pede ao TSE retirada de posts estrangeiros pró-Flávio Bolsonaro

Candidato e partido Missão alegam propaganda paga e possível financiamento estrangeiro em publicações direcionadas a eleitores brasileiros.

Renan Santos aciona TSE e aponta interferência estrangeira a favor de Flávio Bolsonaro

Renan Santos e o partido Missão apresentaram nesta quarta-feira (23) uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações de perfis estrangeiros na plataforma X que, segundo os autores, promovem conteúdo político-eleitoral pago em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido será relatado pelo ministro André Mendonça.

A ação solicita, em caráter liminar, a remoção imediata das publicações questionadas. Renan e o Missão afirmam que a divulgação pode violar regras da legislação eleitoral por envolver perfis sediados fora do Brasil, alguns dos quais, conforme a representação, normalmente não tratam da política brasileira.

“Diversas publicações estão sendo realizadas na plataforma X em manifesta desconformidade com a legislação eleitoral”, afirma a petição. O documento sustenta que os conteúdos teriam sido impulsionados por anúncios remunerados pelo Polymarket, uma plataforma de mercados de previsão que utiliza criptomoedas.

Regras eleitorais e pedido contra o X

A representação relaciona a atuação do Polymarket à disputa eleitoral brasileira e afirma que a plataforma também oferece mercados associados ao resultado das eleições. Para os autores, isso entra em conflito com normas que proíbem apostas sobre resultados eleitorais.

Entre as regras citadas está a Resolução TSE nº 23.735/2024. A petição também menciona a Resolução TSE nº 23.610/2019 para argumentar que a propaganda eleitoral na internet não pode envolver vantagem econômica paga ao responsável por um perfil em situações vedadas pela legislação.

Com base nesses pontos, Renan e o Missão apontam indícios de financiamento estrangeiro e não autorizado de propaganda eleitoral para Flávio Bolsonaro. A ação pede ainda que a plataforma X possa ser responsabilizada de forma subsidiária se não for possível identificar ou responsabilizar os perfis estrangeiros envolvidos.

Em vídeo distribuído à imprensa, Renan associou parte da movimentação digital a grupos alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Perfis enormes ligados à direita trumpista estão impulsionando conteúdo pago para eleitores brasileiros”, declarou. O candidato também cobrou uma resposta da Justiça Eleitoral.

As alegações ainda serão analisadas no processo. O material apresentado não demonstra, por si só, eventual participação de Flávio Bolsonaro ou de sua campanha no financiamento ou na contratação das publicações mencionadas.

Declarações anteriores

Na noite de terça-feira (22), durante entrevista ao Jornal da Record, Renan criticou uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. Ele afirmou ser contrário a qualquer interferência americana ou estrangeira no território brasileiro e relacionou a preocupação a ações recentes do governo Trump no cenário internacional e a decisões sobre a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.

Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos disputa sua primeira eleição.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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