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Supercombo reafirma defesa da democracia após corte de transmissão no Rock in Rio

Léo Ramos diz que artistas devem se posicionar e explica críticas à extrema direita, ao Congresso e ao STF durante show.

Supercombo reafirma defesa da democracia após corte de transmissão no Rock in Rio

A Supercombo passou a apresentar de forma mais explícita ao público sua defesa da democracia, da redução da desigualdade e do fim da escala 6×1. A posição ganhou repercussão depois que uma fala do vocalista Léo Ramos, contra a extrema direita, foi interrompida na transmissão de um show da banda no Rock in Rio.

Durante a manifestação, feita ao final de “Amianto”, o canal Bis retirou a apresentação do ar e retomou a transmissão depois que o discurso terminou. Os integrantes só souberam do corte após deixarem o palco e começarem a acompanhar as notícias. Ramos contou que a banda tomou conhecimento do episódio no ônibus, ainda depois do festival.

Em entrevista, o vocalista afirmou que os artistas podem se posicionar independentemente do gênero musical. Para ele, a Supercombo deve deixar claro que apoia a igualdade, a diminuição da desigualdade e o fim da escala 6×1. Ramos reconheceu que a política nem sempre apareceu de maneira direta na trajetória do grupo, mas disse que o cenário dos últimos anos levou a banda a tratar do tema com mais clareza.

Discurso no palco e posição política

Ramos explicou que a fala surgiu de maneira espontânea, como outras manifestações feitas pela banda em shows. Os músicos estavam concentrados nos arranjos, nas letras e nos equipamentos e não pensavam na transmissão quando ele começou a falar sobre as eleições. A intenção, segundo o vocalista, é incentivar o público a sair de casa, votar e refletir sobre suas escolhas.

No palco, Ramos também mencionou a necessidade de uma “manutenção” no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. Depois, explicou que a declaração expressava insatisfação com notícias que vinha acompanhando e preocupação com o funcionamento das instituições. Ele defendeu que possíveis mudanças sejam feitas de forma democrática e citou como temas de debate os critérios para a escolha de ministros, o tempo de permanência nos cargos e os procedimentos diante de evidências de irregularidades.

O vocalista também afirmou considerar que grupos ligados à esquerda estão mais preocupados em preservar a democracia do que em tentar um novo golpe de Estado.

A manifestação alterou a leitura que a banda fazia de “A Transmissão”, faixa que abre “Caranguejo”, álbum mais recente da Supercombo. Antes do festival, a composição tratava principalmente da relação entre razão e emoção, representada pela ligação entre cérebro e coração. Depois do corte do show, a letra e as imagens da canção passaram a ser associadas ao episódio. Para Ramos, foi como se a ficção se tornasse realidade.

Mistura de estilos e crítica às redes

Próxima de completar 20 anos, a Supercombo reúne em “Caranguejo” guitarras pesadas, ritmos brasileiros, humor e reflexões sobre a vida nas redes sociais. O nome do disco remete, para Ramos, ao animal de casca dura e interior mole, uma imagem de uma banda que mantém o rock como referência, mas não se limita a uma única forma de fazer música.

Essa combinação aparece em “Piseiro Black Sabbath”, que aproxima o peso do rock de um ritmo popular nordestino. Carol Navarro, baixista e vocalista, disse que a faixa questiona a ideia de que o gênero precisa seguir regras rígidas. A proposta era criar uma música leve, que convidasse o público a dançar, sem abandonar a homenagem ao Black Sabbath.

Carol também criticou a hostilidade contra novos artistas, sobretudo mulheres e músicos do rock. Na avaliação dela, a produção atual não deve ser tratada como inferior à do passado, nem a criação musical precisa se transformar em uma disputa para definir quem é melhor.

Já “Redes Antissociais” parte do incômodo com a diferença entre a imagem construída na internet e a vida de quem a apresenta. Ramos relacionou a faixa à circulação de promessas, à atuação de falsos especialistas e à formação de bolhas nas plataformas. O afastamento temporário das redes, seguido pelo retorno a um ambiente cheio de conteúdos sugeridos e tentativas de capturar sua atenção, contribuiu para a composição.

Festivais e próximos projetos

Para André Dea, grandes festivais ajudam artistas com pouco espaço a alcançar novos públicos. O baterista defendeu que eventos como o Rock in Rio distribuam atrações por diferentes palcos e deem visibilidade também a artistas de rap, trap e outros estilos ligados às periferias, com possibilidade de expressão em palcos grandes.

As duas participações da Supercombo no festival contribuíram para ampliar o alcance da banda. Ramos interpretou o retorno como reconhecimento da trajetória e do trabalho atual e afirmou que o grupo vive um momento de muita disposição criativa.

Paulo Vaz, tecladista, disse que o lançamento de “Caranguejo” em duas partes permitiu acompanhar a repercussão da obra e ampliar o olhar sobre as composições. Os próximos planos incluem uma turnê em homenagem aos dez anos de “Rogério” e o estudo de uma possível turnê pelos 20 anos da banda. Os formatos e os anúncios ainda estão em discussão.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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