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Suprema Corte dos EUA impede mudança de Trump no voto pelo correio

Decisão considerou que autoridades eleitorais não teriam tempo para aplicar novas regras antes das eleições de meio de mandato.

Suprema Corte dos EUA impede mudança de Trump no voto pelo correio

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, na última segunda-feira (14), uma tentativa do governo de Donald Trump de restringir o voto por correspondência. A decisão manteve suspensa a implementação de uma norma dirigida ao Serviço Postal dos EUA (USPS) e ocorreu antes das eleições de meio de mandato, marcadas para o próximo dia 3 de novembro.

O caso chegou ao tribunal por meio de um recurso apresentado pelo Departamento de Justiça contra uma decisão da juíza federal Indira Talwani, de Boston. Ela havia impedido o USPS de colocar em prática a medida proposta pelo governo federal. Dos nove integrantes da Suprema Corte, dois acolheram os argumentos apresentados pelo governo.

A corte indicou que a ordem executiva de Trump ainda poderia ser considerada legal no futuro. O entendimento, porém, foi de que as autoridades eleitorais não teriam tempo suficiente para adaptar o sistema antes do pleito.

Como funcionaria a mudança

No início do ano, Trump assinou uma ordem executiva que determinava que os estados enviassem ao USPS listas com os destinatários das cédulas eleitorais remetidas pelo correio. A proposta também previa códigos de barra exclusivos nos envelopes usados para enviar e devolver os votos.

Com as novas exigências, o serviço postal poderia deixar de entregar cédulas que não seguissem os padrões estabelecidos ou que estivessem associadas a eleitores presentes nas listas fornecidas pelos estados. Nos Estados Unidos, os estados permitem a votação por correspondência e, em boa parte deles, os eleitores podem solicitar uma cédula pelo correio sem apresentar justificativa.

Autoridades eleitorais se opuseram à mudança porque, segundo elas, não seria possível reformular o sistema poucos meses antes da eleição de novembro. Alabama, Carolina do Norte e Wisconsin já haviam enviado cédulas aos eleitores. A Constituição dos Estados Unidos atribui aos estados, e não ao governo federal, a responsabilidade pela administração das eleições.

Entidades de defesa do sistema eleitoral afirmaram que a medida poderia interromper a entrega de milhares de cédulas. O tema também tem dimensão política: historicamente, eleitores democratas tendem a preferir o voto pelo correio em comparação com eleitores republicanos. Trump, apesar das críticas ao método, costuma votar por correspondência.

Disputa política antes do pleito

A decisão representa uma vitória para estados governados pelo Partido Democrata que recorreram à Justiça contra a ordem executiva. O governo Trump havia pressionado repetidamente por uma decisão rápida e favorável.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (15), com 1.143 cidadãos dos Estados Unidos e margem de erro de três pontos percentuais, mostrou que 44% pretendiam votar no Partido Democrata nas eleições de novembro. Outros 37% disseram que pretendiam votar no Partido Republicano.

A vantagem democrata era a maior desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado. O presidente tinha maioria nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos, mas a expectativa era de derrota do governo, ao menos, na Câmara.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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