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Vistoria encontrou risco de colapso antes de desabamento na Penha

Depoimento à Controladoria-Geral do Município registra rachaduras, falhas estruturais e divergências entre a obra e o alvará.

Vistoria encontrou risco de colapso antes de desabamento na Penha

Uma inspeção feita em fevereiro de 2026 identificou rachaduras, falhas estruturais e risco de colapso no edifício que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, em 12 de setembro. As informações foram prestadas pelo engenheiro civil Fábio José de Oliveira à Controladoria-Geral do Município.

Oliveira disse que foi contratado pela construtora New Home para avaliar o imóvel e preparar um orçamento de adequação às exigências legais. Durante a vistoria, encontrou cerca de 50 unidades habitacionais, embora o alvará previsse aproximadamente 39. Também apontou reforços estruturais e escadas em desacordo com as normas do Corpo de Bombeiros.

O engenheiro relatou que a edificação exercia pressão sobre as casas vizinhas: “puxava uma das casas e empurrava outra”. No imóvel que seria atingido, havia rachaduras nos muros, na sarjeta e também na calçada. Por causa do risco identificado, Oliveira afirmou ter recomendado que a família vizinha deixasse a residência.

A avaliação registrou ainda que não havia previsão de projeto para caixa d’água nem para reservatório destinado ao combate a incêndio. Para definir como a estrutura poderia ser readequada, seriam necessários uma análise do solo e o escoramento do imóvel.

Orçamento e negociação

No início de março, Oliveira entregou à New Home uma proposta de R$ 1.557.360 para as intervenções. O engenheiro afirmou que, conforme os resultados da análise do solo e as condições encontradas, o custo poderia alcançar R$ 5 milhões para que o prédio reunisse condições de obter o habite-se.

A construtora informou que dispunha de cerca de R$ 670 mil para investir. Na avaliação de Oliveira, esse montante não era suficiente diante dos problemas encontrados. Depois da apresentação da proposta, as tratativas não prosseguiram, e a empresa não voltou a contatá-lo.

O engenheiro entregou à comissão da Controladoria fotos, vídeos, um áudio e a proposta comercial relacionados à vistoria, às conversas sobre as falhas estruturais e ao risco de colapso.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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