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Willard Vancol é encontrado morto após sequestro em Gressier, no Haiti

Liderança camponesa e fundador da Papda estava desaparecido desde 20 de agosto, quando uma gangue invadiu um centro comunitário.

Willard Vancol é encontrado morto após sequestro em Gressier, no Haiti

O líder camponês haitiano Willard Vancol foi encontrado morto nesta quarta-feira (9), em um matagal, após permanecer desaparecido desde 20 de agosto. O corpo apresentava sinais de violência e havia sido decapitado. Vancol tinha sido levado durante a invasão do Centro de Formação de Gressier pela gangue Viv Ansanm.

Familiares e amigos passaram três semanas sem notícias. Diante da falta de informações dos sequestradores e de providências das autoridades, moradores se juntaram à polícia no início desta semana para procurar Vancol. O município de Gressier, localizado a 16 km a sudoeste de Porto Príncipe, vinha sendo atacado repetidamente desde julho.

Atuação comunitária

Os ataques em Gressier provocaram a morte violenta de pelo menos 20 moradores e fizeram centenas de famílias deixar suas casas. Na invasão de 20 de agosto, o centro do Instituto de Tecnologia e Educação Comunitária (Iteca) foi saqueado. Os poucos trabalhadores que estavam no local escaparam, mas dois ficaram feridos e Vancol foi sequestrado.

Vancol atuava havia 40 anos em organizações ligadas à luta camponesa, com trabalho concentrado na formação e na comunicação popular. Há 20 anos no Iteca, ele coordenava uma rádio comunitária e o Centro de Formação de Gressier, instalado em uma área florestal de 5 hectares.

A Plataforma Haitiana de Defesa para um Desenvolvimento Alternativo (Papda), fundada por Vancol em 1995, lamentou a morte e o descreveu como “um patriota haitiano” dedicado à defesa dos direitos e da dignidade das camadas populares. A entidade afirmou que ele ajudou a criar organizações no sul do Haiti, formou milhares de quadros camponeses e defendeu a descentralização e a soberania alimentar.

Moradores de Boukan o definiram como “um homem dedicado, um animador social, um formador e importante ator para o desenvolvimento da comunidade”. A Sociedade de Animação e Comunicação Social, que reúne rádios comunitárias, denunciou a recorrência de violência contra as mídias haitianas e pediu medidas para proteger a população.

A Alba Movimentos, da qual a Papda participa no capítulo haitiano, afirmou que a morte representa um golpe contra as organizações populares que lutam pela dignidade, pelos direitos e pela soberania do povo haitiano.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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