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Ciência

Exoplaneta HD 3167 b mantém atmosfera apesar de ser um mundo de lava

Localizado a 154 anos-luz, o planeta tem rotação sincronizada e temperaturas mais frias que outros mundos de lava.

Exoplaneta HD 3167 b mantém atmosfera apesar de ser um mundo de lava

O exoplaneta HD 3167 b é o menor mundo de lava já identificado por astrônomos e surpreende por manter uma atmosfera mesmo orbitando muito perto de sua estrela. Localizado a 154 anos-luz da Terra, o corpo celeste também apresenta uma temperatura interna considerada gélida em comparação com outros planetas desse tipo.

A descoberta foi publicada em 9 de julho na revista científica The Astrophysical Journal Letters. As observações foram realizadas com o instrumento de luz infravermelha do Telescópio Espacial James Webb, que permitiu identificar a atmosfera e estimar a temperatura da superfície do planeta.

O paradoxo do planeta de lava

Mundos de lava são planetas rochosos tão quentes que parte de sua superfície pode estar derretida. A proximidade em relação à estrela costuma dificultar a preservação de uma atmosfera, porque esses corpos recebem ventos estelares e fótons de alta energia.

Edwin Kite, da Universidade de Chicago, explicou que, quanto mais próximo um planeta rochoso está de sua estrela, mais difícil deveria ser manter uma atmosfera. No caso do HD 3167 b, porém, essa camada de gases parece atuar como um mecanismo de resfriamento do lado diurno: ela reflete a luz da estrela e redireciona parte do calor para o lado noturno.

O planeta tem rotação sincronizada. Isso significa que uma de suas faces permanece sempre voltada para a estrela, enquanto a outra fica permanentemente na escuridão. A dinâmica ajuda a explicar como um mundo que integra a categoria dos planetas de lava pode apresentar temperaturas mais baixas que os demais já encontrados.

Com a atmosfera, o lado diurno não chega à temperatura máxima que poderia atingir na ausência dessa camada, conforme explicou Brandon Park Coy, também da Universidade de Chicago. O HD 3167 b passou a ser considerado o mundo de lava com a atmosfera mais fria identificado até agora.

O que a descoberta pode revelar

A presença de uma atmosfera não significa que o planeta seja habitável. Segundo Kite, esses mundos são quentes demais para a vida, mas seu estudo pode ajudar a compreender processos importantes para outros planetas rochosos.

Os pesquisadores ainda buscam explicar como as atmosferas desses corpos se formam e qual é a relação entre essas camadas e a temperatura da superfície. A descoberta também oferece uma oportunidade para investigar a Terra primitiva. Coy afirmou que, apesar de serem inóspitos para a vida, os exoplanetas de lava podem se parecer com as condições existentes no início da história do Sistema Solar, quando os planetas terrestres eram extremamente quentes.

A Terra teria passado por um estágio de oceano de magma, com a superfície totalmente líquida. Por isso, o estudo do HD 3167 b pode servir como uma janela para as condições dos primeiros milhões de anos da Terra, enquanto novas explorações ampliam o conhecimento sobre mundos distantes e rochosos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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