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Ciência

Whistler pode desaparecer em dez anos após perder 95% de sua área

Estudo analisou imagens de 1973 a 2024 e projetou o desaparecimento de três geleiras da Colúmbia Britânica em diferentes prazos.

Whistler pode desaparecer em dez anos após perder 95% de sua área

A geleira Whistler pode desaparecer completamente dentro de dez anos, depois de perder 95% de sua área desde 1973. Ela é uma das três formações da Colúmbia Britânica, no Canadá, analisadas em um estudo que também acompanha Horstman e Blackcomb.

A pesquisa foi publicada em maio na revista Annals of Glaciology e usou imagens aéreas e de satélite registradas entre 1973 e 2024. No período analisado, a área de Whistler caiu de 0,224 km² para 0,012 km², tamanho menor que dois campos de futebol. Horstman perdeu cerca de 75% da extensão, e Blackcomb teve redução aproximada de 60%.

Whistler já se dividiu em várias pequenas massas de gelo. Os pesquisadores a classificam como uma geleira relicta, expressão usada para descrever o que resta de uma formação que antes era muito maior e está desaparecendo em razão das mudanças climáticas. Em 2015, sua área ficou abaixo de 0,05 km², um dos parâmetros usados por glaciologistas para classificar uma massa de gelo como geleira. Agora, a formação se aproxima de 0,01 km², outro limite empregado nessa classificação.

Projeções e mudanças nos esportes de inverno

O estudo estimou o futuro das geleiras com um modelo baseado na relação entre temperatura e derretimento do gelo, considerando três cenários climáticos. Horstman pode desaparecer dentro de 10 a 30 anos, enquanto Blackcomb tem prazo projetado entre 20 e 70 anos. Whistler deve ser a primeira das três a sumir.

A diminuição das formações já afetou as atividades de inverno. Whistler recebeu seu primeiro acampamento de esqui de verão em 1966, mas a atividade terminou no final da década de 1990 por causa da redução da geleira. Em Horstman, os acampamentos começaram em 1988 e foram suspensos por tempo indeterminado em 2025, diante da diminuição da geleira e da cobertura de neve.

Chloé Monty, estudante de mestrado em glaciologia da Universidade Simon Fraser (SFU) e líder da pesquisa, afirmou que os resorts que dependem dessas formações precisarão se adaptar. Para ela, medidas de preservação do gelo terão de coexistir com alterações nas atividades oferecidas à medida que as geleiras diminuírem.

Gwenn Flowers, professora de Ciências da Terra da SFU e supervisora do trabalho, disse que Whistler, Horstman e Blackcomb podem indicar o que ocorrerá com outras geleiras próximas em trajetória semelhante. “Perder essas geleiras significa perder uma parte da nossa história e identidade”, afirmou Flowers, em comunicado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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