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Cultura

Exposição coloca em diálogo as imagens de Mirella Ricciardi e Sebastião Salgado

Mostra em São Paulo reúne fotografias de Vanishing Africa e Amazônia e destaca aproximações entre os dois fotógrafos.

Exposição coloca em diálogo as imagens de Mirella Ricciardi e Sebastião Salgado
Foto: Mirella Ricciardi/divulgação

Fotografias de Mirella Ricciardi e Sebastião Salgado estão reunidas na exposição A Elegância do Olhar, na Galeria Mario Cohen, em São Paulo. A mostra aproxima imagens de Vanishing Africa, livro da fotógrafa queniana-italiana, de registros feitos por Salgado para Amazônia, sua última obra publicada em vida.

A exposição apresenta fotografias de Ricciardi, incluindo imagens inéditas no Brasil, produzidas para o livro Vanishing Africa (1971). O trabalho nasceu de viagens feitas pela fotógrafa entre 1967 e 1968 para registrar paisagens, animais, hábitos, costumes, trajes e cerimônias de comunidades isoladas do Quênia, na África.

O livro e a mudança de carreira

O livro também está ligado à mudança profissional de Salgado. Formado em economia pela Universidade Federal do Espírito Santo entre 1964 e 1967, ele concluiu mestrado e doutorado na área pela Universidade de São Paulo e pela Universidade de Paris, respectivamente.

Durante uma viagem à África, em 1971, Salgado começou a fotografar como hobby. Cerca de dois anos depois do lançamento de Vanishing Africa, recebeu um exemplar de presente de sua esposa, Lélia Wanick Salgado. Em 1973, com quase trinta anos, deixou a carreira de economista e passou a se dedicar integralmente à fotografia.

Salgado e Ricciardi se encontraram pela última vez em 2023. Na ocasião, a fotógrafa afirmou que admirava as imagens dele e que se sentia honrada por seu trabalho ter influenciado, de alguma forma, a trajetória de Salgado. Ricciardi também relatou que o brasileiro identificava um toque feminino em suas fotografias, em contraste com o toque masculino que atribuía às próprias imagens.

A curadoria de Lilian Pacce enfatiza semelhanças na maneira como os dois construíam seus registros, sem apagar a identidade autoral de cada um. Nas fotografias de Salgado feitas na floresta, os retratados aparecem como participantes do espaço de representação, e não apenas como objetos observados. Nas imagens de Ricciardi, a proximidade com o território transforma gestos e cenas em narrativas.

A mostra fica em cartaz até 11 de novembro, na Galeria Mario Cohen, localizada na Rua Capitão Francisco Padilha, 69, Jardim Europa, São Paulo – SP. O espaço funciona de terça a quinta, das 14h às 18h; sexta, das 11h às 18h; e sábado, das 11h às 16h.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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