BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebe uma missão do Carter Center para acompanhar as Eleições Gerais de 2026. O instituto, sediado nos Estados Unidos, trabalha no fortalecimento de processos eleitorais e foi convidado pelo tribunal para observar a votação no Brasil.
O grupo reúne oito especialistas de países como Portugal, Alemanha e Estados Unidos. A coordenação está a cargo de Jennie Lincoln, conselheira sênior do Carter Center para a América Latina e o Caribe, que também chefia a missão.
“Dada a importância dessas eleições, não apenas para o Brasil, mas para o hemisfério”, afirmou Lincoln, a missão pretende contribuir para a transparência do processo e para que os brasileiros avaliem a integridade das eleições.
O convite partiu do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Conforme o tribunal, os especialistas acompanharão os dois turnos de maneira técnica, independente e imparcial. A atuação seguirá procedimentos previstos em um acordo firmado em setembro.
Investigação solicitada pela AGU
A chegada da missão ocorre enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) pede à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apuração de possível uso de recursos públicos dos Estados Unidos no financiamento de organizações e grupos que atuam no Brasil.
A AGU encaminhou à PGR uma notícia-crime para que sejam examinadas eventuais transferências de recursos do governo norte-americano a entidades em atividade no território brasileiro. O documento foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Interlocutores ligados à presidência do TSE dizem que missões internacionais fazem parte da rotina institucional. A organização dos trabalhos fica sob responsabilidade de uma diretoria especializada do tribunal. Essas pessoas também afirmam que os convites não devem ser relacionados a possíveis preocupações com questionamentos sobre o resultado da votação.


