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Cultura

Exposição de Leo Laniado transforma a paisagem em campo de relações

Mostra na A Estufa apresenta pinturas e esculturas feitas entre 2018 e 2026, com imagens abertas e sem localização definida.

Exposição de Leo Laniado transforma a paisagem em campo de relações
Foto: Divulgação/divulgação

A exposição Entre e Ao Redor permanece em cartaz até 17 de outubro na A Estufa, espaço criado por Leo Laniado em São Paulo. Com curadoria de Karina Machado, a mostra reúne pinturas e esculturas produzidas entre 2018 e 2026 e propõe ao público uma aproximação com imagens que não se resolvem de imediato.

A paisagem, para Laniado, funciona como um espaço de relações. Suas obras apresentam corpos e símbolos sobrepostos a camadas de cor e textura, sem estabelecer com precisão território, escala ou localização. O resultado é uma produção marcada pela indefinição, na qual o observador é levado a considerar os vínculos e as distâncias entre pessoas, lugares e experiências.

“Entre e ao Redor nasce do meu interesse por esses lugares que não são completamente definidos — aquilo que existe entre uma coisa e outra, entre nós e o que nos cerca”, afirma o artista. Ele diz que os trabalhos partem de memórias, deslocamentos e imagens acumuladas ao longo do tempo, sem formar uma narrativa fechada. A proposta é permitir que cada visitante se relacione com as obras a partir da própria experiência.

Trajetória entre arte e arquitetura

Nascido no Cairo, capital do Egito, em 1945, Laniado se mudou para São Paulo em 1953. Na década de 60, viveu em Nova York, nos Estados Unidos, onde acompanhou transformações culturais e artísticas que influenciaram seu interesse pela arte.

Ao retornar, identificou distância entre a cena brasileira e a efervescência da contracultura americana. Em 1976, criou o Galpão Espaço Expositivo, voltado ao apoio de artistas plásticos de vanguarda por meio de exposições, performances, happenings e encontros.

Artista visual, paisagista e pesquisador da cor, Laniado também fundou e se tornou sócio da Terracor, marca de revestimentos. Sua investigação sobre pigmentos, superfícies e texturas se desenvolve na fronteira entre arte e arquitetura.

A Estufa fica na Rua Wisard, 53, na Vila Madalena, em São Paulo (SP). A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 13h.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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