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Economia

Abert contesta no STF proibição das bets por medida provisória

Entidade afirma que a norma atinge emissoras e pede a Luiz Fux que suspenda seus efeitos até o julgamento de ações sobre o setor.

Abert contesta no STF proibição das bets por medida provisória

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) solicitou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a interrupção dos efeitos da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. Fux é relator de três ações que discutem o marco legal das apostas, aprovado e sancionado em 2023.

A entidade quer que a medida fique suspensa enquanto essas ações não forem julgadas. No pedido, sustenta que a norma não alcança apenas as empresas de apostas, mas também os veículos de comunicação que representam seus interesses. A Abert afirma que as emissoras estão sujeitas às determinações, obrigações e sanções previstas na MP.

“A norma não se dirige, portanto, apenas aos operadores de apostas”, argumenta a associação. Para a entidade, houve desvio de finalidade porque o governo não teria demonstrado a urgência necessária para editar uma medida provisória.

A associação também questiona a interrupção do regime jurídico das bets, criado a partir de uma proposta enviada pelo próprio governo ao Congresso e posteriormente transformada em lei. Na avaliação apresentada ao STF, o Estado estabeleceu o mercado, cobrou pelo acesso e fiscalizou a atividade antes de alterar as regras em um prazo de trinta dias.

“O dano já está em curso”, afirma a peça protocolada pela Abert. O documento também menciona possível afronta à segurança jurídica e à proteção da confiança legítima.

O pedido se soma à iniciativa da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que apresentaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a MP.

As entidades do setor dizem que a proibição foi abrupta e provocou prejuízos bilionários às empresas que haviam investido no país com base no marco regulatório vigente. A medida também afeta patrocínios e outras relações mantidas pelas empresas de apostas com os veículos de comunicação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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