A economia brasileira cresceu 1,3% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, mas o resultado mensal mostrou perda de ritmo. O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,4% ante junho, na segunda queda consecutiva, conforme o Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O desempenho dos três principais setores ajudou a explicar o resultado. A agropecuária apresentou retração, enquanto indústria e serviços ficaram estagnados. Para Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o movimento reforça a desaceleração da atividade econômica.
"O desempenho negativo de julho evidencia a dificuldade de manutenção de taxas mais elevadas de crescimento no restante do ano", afirmou Trece em nota. Ela avaliou que podem ocorrer resultados próximos da estabilidade, diante de um cenário externo marcado pela elevação das tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e pela alta do preço do petróleo.
No ambiente doméstico, a coordenadora citou juros e endividamento das famílias em patamares elevados como fatores que tornam o contexto desafiador. A avaliação acompanha a leitura de que a economia perdeu força depois de taxas mais altas de expansão.
Apesar da queda em julho, o PIB acumulou expansão de 1,6% no trimestre móvel encerrado naquele mês. Em 12 meses até julho, a taxa acumulada ficou em 1,8%.



