BRUXELAS — O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Piero Cipollone defendeu nesta segunda-feira, 14, a manutenção do dinheiro em espécie como parte central do futuro monetário da zona do euro. A declaração foi feita em discurso na Casa do Euro, em Bruxelas, em meio ao avanço dos pagamentos digitais.
Cipollone afirmou que a procura por cédulas continua forte. Há mais de 31 bilhões de cédulas de euro em circulação, somando mais de 1,6 trilhão de euros, com crescimento anual de cerca de 3%.
Na avaliação do dirigente, períodos de crise e aumento da incerteza levam as pessoas a manter mais dinheiro. Ele classificou o dinheiro físico como “uma âncora tangível de estabilidade e confiança” e destacou que ele contribui para a inclusão financeira por ser simples de usar, além de proteger a privacidade e preservar a liberdade de escolha.
O avanço dos meios digitais, afirmou Cipollone, não reduz a importância das cédulas. A estratégia do BCE prevê investimentos tanto no euro em espécie quanto no euro digital, combinando as duas formas de dinheiro no futuro monetário europeu.
O dirigente também apresentou medidas para modernizar as cédulas. A atualização deverá incluir novos recursos de segurança, reduzir impactos ambientais e reforçar a conexão do dinheiro físico com os europeus.



