O BNDES recebeu solicitações de crédito que somam R$ 8,2 bilhões na abertura da nova etapa do Plano Brasil Soberano. Foram registradas 138 operações entre quinta (17) e sexta-feira (18), e R$ 1,7 bilhão já foi aprovado pelo banco.
Do total liberado, R$ 794 milhões foram destinados a empresas do grupo 2, que inclui segmentos industriais como os setores têxtil, químico e farmacêutico, além de minerais estratégicos e fertilizantes. O grupo reúne áreas consideradas relevantes pelo programa.
Empresas do grupo 1 e seus fornecedores receberam aprovação para R$ 680 milhões. São negócios afetados pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. Outros R$ 251 milhões foram aprovados para companhias do grupo 3 e seus fornecedores, que exportam para países do Golfo Pérsico.
O setor de fertilizantes concentra R$ 683 milhões entre os créditos já aprovados. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa oferece condições para diversificação dos mercados de exportação e manutenção da capacidade produtiva. Para ele, a quantidade de pedidos indica procura por financiamento diante das incertezas no comércio internacional.
Recursos e finalidades
A nova fase do Plano Brasil Soberano conta com orçamento de R$ 22,6 bilhões. Desse montante, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões, do BNDES.
As linhas podem financiar capital de giro, capital de giro para exportação, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. Também estão incluídas iniciativas para ampliar a capacidade produtiva, promover inovação tecnológica e adaptar produtos e processos, além de outras finalidades estabelecidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.


