O governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelas famílias também aumentará, de R$ 675 para R$ 777.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira, 17, que a medida busca recompor a inflação acumulada desde o relançamento do programa e preservar o poder de compra das famílias brasileiras. Em uma publicação no X, ele declarou: “É o Governo Federal cuidando de quem precisa”.
Impacto fiscal
Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste terá impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. A pasta informou que a elevação foi calculada para compensar a inflação acumulada desde março de 2023, quando o programa foi relançado.
Lula não fez discurso durante o anúncio, realizado no Palácio do Planalto sem divulgação prévia. O presidente relacionou o benefício ao combate à fome, à redução da pobreza e à criação de condições para que milhões de brasileiros tenham mais renda e oportunidades.
O governo ainda não informou quando os pagamentos com os novos valores começarão nem se haverá mudanças nos benefícios complementares. Uma informação divulgada sobre o reajuste indicou 19 de outubro como data para o início dos pagamentos, mas a comunicação oficial mencionada também registrou que o governo não havia confirmado a data nem alterações adicionais nos benefícios.



