O piso do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 com o reajuste linear anunciado pelo governo. A média dos pagamentos também será elevada, de R$ 691 para R$ 777. A previsão é que o novo valor comece a ser pago em outubro, com custo estimado de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
O governo afirma que a mudança será realizada dentro do espaço fiscal existente, sem alteração da despesa total. O aumento de 15% foi anunciado nesta quinta-feira, durante cerimônia com a participação do ministro do Desenvolvimento Social, Welington Dias.
Dias relacionou a ampliação do acesso ao programa a duas medidas: o combate a fraudes e a modernização do Cadastro Único. Na avaliação dele, a revisão permitiu identificar pessoas que tinham direito ao benefício, mas não conseguiam recebê-lo.
“A eficiência se deu em combate a fraude”, afirmou o ministro. Ele também disse que o efeito mais visível dessas ações foi ajudar o Brasil a sair do mapa da fome.
A elevação dos valores foi justificada por Moretti pela previsão legal de reajuste inflacionário dos beneficiários. Conforme essa explicação, o INPC acumulado desde o início do programa até agosto foi de 15,04%. O reajuste alcançará os benefícios do Bolsa Família de forma linear.



