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Venezuela libera acesso a sites de notícias após anos de bloqueio

A agência reguladora anunciou a retirada de plataformas da lista de censura antes de nova rodada de negociações entre governo e oposição.

Venezuela libera acesso a sites de notícias após anos de bloqueio

Diversos sites de notícias que estavam bloqueados na Venezuela há anos voltaram a ser acessíveis nesta quinta-feira (17), conforme anúncio da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel). A medida foi divulgada horas antes da retomada das negociações políticas entre o governo interino e a oposição, em Caracas.

A Conatel informou em seu site o “restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas e veículos de mídia digital nacionais e internacionais”. Entre os endereços retirados da lista de censura estão os venezuelanos El Nacional, Efecto Cocuyo e El Pitazo, além do NTN24.

O NTN24 confirmou que o próprio site pôde ser acessado na Venezuela por meio de diferentes provedores de internet sem o uso de uma VPN, uma conexão criptografada. A ONG de direitos digitais VE Sin Filtro também verificou o acesso a 10 sites usando diferentes provedores.

Bloqueios e negociações

Apesar da liberação, a VE Sin Filtro informou que pelo menos 194 sites continuam bloqueados no país. Desse total, 84 são veículos de notícias. Jornalistas e organizações não governamentais denunciam há anos o bloqueio como mecanismo de censura, acusação negada pelo governo de Nicolás Maduro.

A liberdade de expressão está entre os temas previstos para a mesa de diálogo patrocinada pelos Estados Unidos. A segunda rodada começou nesta quinta-feira, em Caracas, depois de uma primeira etapa realizada em agosto.

A chefe da delegação da oposição, Dinorah Figuera, afirmou que a retirada dos bloqueios representa “um primeiro passo” e defendeu o retorno integral e definitivo dos meios de comunicação que ainda não foram liberados.

A decisão havia sido recomendada horas antes pelo Programa para a Paz e a Coexistência Democrática, organização não governamental criada pela presidente interina, Delcy Rodríguez. O programa informou que a proposta surgiu depois de consultas com diferentes setores da mídia.

O anúncio ocorreu oito meses após a intervenção dos Estados Unidos para capturar Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em um tribunal de Nova York.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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