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Venezuela começa a restaurar acesso a sites de notícias bloqueados

Conatel determinou a liberação, mas o acesso ainda depende do site e da operadora de internet.

Venezuela começa a restaurar acesso a sites de notícias bloqueados
Foto: Wikimedia Commons

A Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel) determinou o restabelecimento do acesso a sites de notícias que estavam bloqueados havia anos. A medida começou a valer na noite de quarta-feira (16), antes da segunda rodada de negociações entre o governo e a oposição venezuelana, mas a liberação ainda é parcial e não ocorre de forma uniforme entre as operadoras.

Parte dos venezuelanos passou a acessar os portais sem recorrer a uma rede virtual privada, conhecida como VPN. Em um comunicado, a Conatel informou que as empresas provedoras de internet foram notificadas para restaurar o acesso a veículos nacionais e internacionais. O órgão, porém, não publicou uma lista completa dos endereços incluídos na decisão.

Acesso varia entre operadoras

A organização de monitoramento digital VE Sin Filtro informou que oito veículos estavam acessíveis por todas as operadoras venezuelanas até a manhã desta quinta-feira (17). Outros três tinham sido liberados somente por alguns provedores.

A entidade acompanhava cerca de 200 domínios bloqueados no país. Desse total, 65 pertenciam a veículos de comunicação. A organização Espacio Público, que monitora violações à liberdade de expressão na Venezuela, registrou a liberação de 12 portais.

Entre os sites atingidos pelas restrições estava o Crónica Uno, que permanecia bloqueado desde janeiro de 2022 sem explicação oficial. O El Pitazo enfrentava limitações desde 2017 e chegou a criar endereços alternativos, posteriormente bloqueados.

A decisão ocorreu depois que o Programa para a Paz e a Convivência Democrática recomendou ao governo interino de Delcy Rodríguez medidas voltadas à liberdade de expressão. Entre as propostas estava a retirada das restrições impostas aos domínios de veículos de comunicação.

Organizações ligadas à imprensa consideraram a liberação um avanço, mas disseram que ainda são necessárias garantias para evitar a retomada da censura. O programa afirmou que suas recomendações foram formuladas após consultas com diferentes setores dos meios de comunicação, incluindo veículos nacionais, públicos, privados e alternativos, além de influenciadores. A iniciativa busca promover comunicação, transparência, diversidade e pluralismo em um ambiente de entendimento entre os venezuelanos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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