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Política

Professor vê uso do Judiciário em disputa eleitoral contra Lula

Paulo Niccoli Ramirez afirma que questionamento sobre o Bolsa Família integra uma estratégia de desgaste institucional associada ao lawfare.

A tentativa do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) de contestar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o reajuste de 15,04% do Bolsa Família foi rejeitada pelo ministro André Mendonça. O benefício havia sido anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a representação ficou sob responsabilidade de Mendonça após sorteio.

Vice-presidente do TSE, o ministro entendeu que Zé Trovão, por ser candidato, não poderia apresentar representação contra candidatos à Presidência. O episódio ocorreu depois de decisões de Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) provocarem um cisma na Corte e produzirem impacto no processo eleitoral favorável a Flávio Bolsonaro (PL).

Lawfare e pressão institucional

O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), relaciona o caso a uma política de lawfare que, segundo ele, tem forte atuação do governo dos Estados Unidos, atualmente comandado pelo presidente Donald Trump. Para Ramirez, a estratégia busca desgastar governos que não estejam alinhados aos interesses norte-americanos e já foi empregada em diferentes países da América Latina.

Na avaliação do professor, formas contemporâneas de golpe não dependem necessariamente de violência explícita. “A ideia de golpes defendidos e patrocinados pelos EUA não representa mais a violência explícita com tanques nas ruas e soldados armados”, afirmou. Ele também associou o tarifaço anunciado por Trump no ano passado à tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro em relação à condenação de Jair Bolsonaro.

Ramirez disse que o tarifaço, o caso “Dark Horse” e as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro foram deixados de lado no cenário atual. Para ele, uma reforma do Judiciário deveria discutir o tempo de mandato dos ministros, hoje indeterminado, as decisões monocráticas e o processo de escolha dos integrantes da Corte.

O cientista político também afirmou que falta à campanha de Lula expor o que considera uma distorção do debate nas plataformas de big techs, onde, segundo ele, atuariam robôs possivelmente pagos por bancos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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