O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o aumento é insuficiente para melhorar a vida dos beneficiários. Em live no YouTube, nesta quinta-feira (17), ele classificou a medida como uma “merreca”.
O reajuste de 15,04% eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro. Flávio questionou se o acréscimo mensal de R$ 90 poderia permitir que pessoas pobres tivessem melhores condições de vida.
“Dá 15% de reajuste no Bolsa Família. Só isso? Essa merreca”, afirmou o senador, dirigindo-se a Lula. Ele também acusou o governo de oferecer “migalha” e “miséria” a pessoas em situação de necessidade e disse que o presidente estaria explorando a população pobre para buscar um novo mandato.
Flávio declarou que, se for eleito, pretende manter o Bolsa Família e criar o que chamou de maior programa de mobilidade social. Na mesma transmissão, comparou Lula a Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, e afirmou que o petista estaria senil.
Contestação no Tribunal Superior Eleitoral
O candidato também se posicionou contra a iniciativa do deputado federal Zé Trovão, do PL-SC, de questionar o reajuste no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio disse que a medida não teve sua autorização e que não concorda com a apresentação da ação.
“Não fui eu que pedi para ele fazer isso”, declarou. Segundo Flávio, o deputado teria agido por conta própria.
A ação foi rejeitada nesta quinta-feira (17) pelo ministro André Mendonça por uma questão processual. O magistrado não analisou o mérito do pedido.


