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Economia

Ibovespa recua após máxima histórica e anúncio de reajuste do Bolsa Família

Índice chegou a 186.203,71 pontos, mas caiu quase 3 mil pontos após anúncio do reajuste e decisões sobre juros no Brasil e nos EUA.

Ibovespa recua após máxima histórica e anúncio de reajuste do Bolsa Família

O Ibovespa perdeu força nesta sessão depois de renovar a máxima em 186.203,71 pontos, alta de 0,35%. O principal índice da B3 abriu estável, aos 185.549,51 pontos, mas passou a cair por volta das 10h30, após o anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família. Na mínima, alcançou 183.242,37 pontos, queda de 1,24%, uma perda de quase 3 mil pontos em relação ao topo do dia.

Às 11h21, o índice recuava 0,68%, aos 184.289,66 pontos. A Vale avançava 1,11%, acompanhando a alta de 0,28% do minério de ferro em Dalian e o movimento do dólar. A Petrobras caía 0,70%, enquanto o petróleo recuava 2,61%, a US$ 103,04 por barril do Brent, e 1,82%, a US$ 100,55 no WTI.

O desempenho também refletiu o ajuste dos mercados às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O Federal Reserve elevou sua taxa pela primeira vez desde julho de 2023, em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A inflação anualizada somou 3,4% até agosto, acima da meta oficial de 2%.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 14% para 13,75%. Como os movimentos vieram em linha com o esperado, o diferencial de juros entre os dois países diminuiu. Para Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, a queda do petróleo pelo segundo dia seguido também pressionou o índice. “O carry trade está diminuindo”, afirmou, ao apontar que esse movimento pode reduzir o fluxo de capital externo para a B3.

O anúncio do Bolsa Família acrescentou preocupação sobre as contas públicas. O governo informou que o reajuste terá custo de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, e de R$ 22 bilhões em 2027, com impacto absorvido pelo espaço fiscal existente nos dois exercícios. A mudança foi anunciada a 17 dias do primeiro turno eleitoral.

João Ferreira, sócio da One, avaliou que a medida aumenta a desconfiança sobre a trajetória da relação dívida/PIB. Para ele, ações desse tipo em período eleitoral indicam continuidade de uma política fiscal expansionista. João Daronco, analista da Suno Research, disse que as decisões do Fed e do Copom já estavam incorporadas aos preços: “Não houve novidades”.

No cenário corporativo, a Petrobras anunciou reajuste de R$ 1,00 por litro no preço de venda do óleo diesel A às distribuidoras. O aumento será acompanhado por desconto do mesmo valor, dentro da subvenção econômica criada para o diesel A de uso rodoviário. A empresa também informou a assinatura de contrato para explorar oito blocos em águas ultraprofundas na Costa do Marfim.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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