O mercado brasileiro de eventos ao vivo movimentou R$ 8,46 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc). Nesse segmento, o BTG Pactual vem ampliando sua presença por meio da gestão e da exploração comercial de arenas esportivas.
O banco acertou, por meio de um fundo de investimento, a compra dos 50% da Brio que pertencem à Andrade Gutierrez. A transação foi encaminhada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas os valores não foram informados. Com a conclusão do negócio, o BTG Pactual deverá passar a controlar a companhia.
O que está incluído na operação
A Brio administra e explora comercialmente áreas, estruturas e direitos do Complexo Beira-Rio. O portfólio inclui cadeiras, camarotes, espaços para eventos, estacionamentos, operações de alimentos e bebidas, ativos de marketing — como naming rights e sector rights — e direitos de imagem do estádio.
Criada em 2012, a empresa viabilizou a reforma do Beira-Rio para a Copa do Mundo de 2014. Depois da obra, passou a explorar comercialmente parte do complexo por 20 anos. O custo da reforma foi orçado em R$ 331 milhões.
O BTG Pactual já era acionista da Brio e dividia o controle da companhia com a Andrade Gutierrez. A entrada do banco na sociedade recebeu aprovação do Cade em agosto de 2013.
Expansão para arenas
A operação ocorre após o BTG Pactual se tornar sócio majoritário da Real Arenas, responsável pela administração da arena do Palmeiras, que pertence à WTorre. Nesse caso, parte dos créditos do grupo contra a WTorre foi convertida em participação societária por meio do fundo Alternative Assets I, controlado pelo banco.
A estratégia considera os estádios como ativos de entretenimento e negócios, além de locais para partidas de futebol. A exploração envolve receitas associadas a eventos, espaços comerciais, publicidade e outros direitos vinculados às arenas.
BTG Pactual e Andrade Gutierrez informaram que não comentariam a operação.



