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Economia

Carne bovina responde pela maior parte da queda nas vendas à China em agosto

Exportações brasileiras ao mercado chinês recuaram US$ 1,02 bilhão, pressionadas pela redução dos embarques de carne bovina.

Carne bovina responde pela maior parte da queda nas vendas à China em agosto

A redução das exportações brasileiras de carne bovina para a China respondeu por cerca de 78% da queda total das vendas ao país em agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês, as exportações brasileiras para o mercado chinês somaram US$ 8,34 bilhões, ante US$ 9,36 bilhões no mesmo período de 2025, retração de 10,9%. A diferença foi de aproximadamente US$ 1,02 bilhão.

O recuo da carne bovina foi mais acentuado. As vendas do produto para a China passaram de US$ 887 milhões em agosto de 2025 para US$ 92 milhões no mesmo mês deste ano, queda de aproximadamente US$ 795 milhões e redução de 89,6%.

Limite da cota chinesa

O MDIC associou a perda de ritmo à proximidade do limite da cota chinesa para a carne bovina brasileira, estabelecida em 1,106 milhão de toneladas em 2026. O Ministério do Comércio da China informou que, em 10 de agosto, 90% desse volume já havia sido utilizado.

Erlon Brandão, do MDIC, afirmou que os exportadores podem ter reduzido antecipadamente os embarques para evitar a cobrança de uma tarifa adicional sobre o volume que ultrapassar a cota. A tarifa prevista para essas operações é de 55%. “O fato de o percentual no começo do mês já ter atingido 90%, ele provavelmente causou esse efeito de redução do ritmo de embarques”, disse Brandão.

Apesar do resultado de agosto, as exportações brasileiras para a China acumulam US$ 77,07 bilhões entre janeiro e agosto, alta de 15% ante o mesmo período de 2025.

Desempenho da carne bovina

Somando todos os destinos, o volume de carne bovina embarcado pelo Brasil caiu 27,1% em agosto, na comparação anual. O valor exportado recuou de US$ 1,50 bilhão para US$ 1,21 bilhão, baixa de 19,7%, enquanto os preços subiram 10,1%.

No acumulado entre janeiro e agosto, as vendas chegaram a US$ 11,74 bilhões, alta de 22,3% sobre o mesmo período de 2025. O volume cresceu 4,7%, e os preços avançaram 16,7%.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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