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Economia

Contas públicas têm déficit de R$ 315,6 bilhões no segundo trimestre

Resultado negativo do governo geral chegou a 9,21% do PIB, pressionado pelo aumento dos juros da dívida pública.

Contas públicas têm déficit de R$ 315,6 bilhões no segundo trimestre
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 10.07.2026

O governo geral, formado pela União, pelos estados e pelos municípios, registrou necessidade líquida de financiamento de R$ 315,6 bilhões no 2º trimestre de 2026. O valor correspondeu a 9,21% do Produto Interno Bruto (PIB) do período e ficou acima do déficit de R$ 281,9 bilhões, equivalente a 8,81% do PIB, registrado no mesmo trimestre de 2025.

Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional no Boletim de Estatísticas Fiscais do Governo Geral. O indicador considera a diferença entre receitas e despesas públicas, incluindo juros e investimentos.

Juros ampliam o resultado negativo

A receita do governo geral alcançou R$ 1,376 trilhão, com alta nominal de 12,41% ante o 2º trimestre de 2025. As despesas somaram R$ 1,692 trilhão, crescimento de 12,33%. Na comparação com o PIB, a receita passou de 38,26% para 40,18%, enquanto a despesa subiu de 47,07% para 49,39%.

A principal pressão veio dos gastos com juros, que avançaram 25,2%, de R$ 299,6 bilhões para R$ 375,1 bilhões. A despesa com essa rubrica passou de 9,36% para 10,95% do PIB. O Tesouro Nacional atribuiu o aumento ao custo de carregamento da dívida pública em um período de juros elevados.

Sem considerar receitas e despesas financeiras, a necessidade líquida de financiamento primária recuou de R$ 65,8 bilhões no 2º trimestre de 2025 para R$ 46,6 bilhões no mesmo período de 2026.

União concentra déficit

O governo central respondeu pela maior parte do resultado negativo, com necessidade de financiamento de R$ 331,4 bilhões, ou 9,67% do PIB. Os governos estaduais registraram déficit de R$ 19,2 bilhões, equivalente a 0,56% do PIB.

Os municípios apresentaram capacidade de financiamento de R$ 35 bilhões, correspondente a 1,02% do PIB, em sentido contrário ao resultado da União e dos estados.

O investimento líquido do governo geral aumentou de R$ 2,5 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Como proporção do PIB, passou de 0,08% para 0,53%. Estados e municípios responderam por taxas de 0,33% e 0,20% do PIB, respectivamente. No governo central, a taxa foi negativa em 0,01%, indicando que a depreciação dos ativos públicos superou ligeiramente os novos investimentos considerados no cálculo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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