O déficit brasileiro nas transações correntes foi de US$ 5,1 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta segunda-feira (28). O resultado representa uma melhora em relação ao saldo negativo de US$ 9,4 bilhões registrado em julho, mas supera o déficit de US$ 3,8 bilhões de agosto de 2025.
De janeiro a agosto, o país acumulou um resultado negativo de US$ 43,5 bilhões. O valor é inferior aos US$ 47,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025, uma queda de cerca de 9,2% na comparação anual.
Considerando os 12 meses encerrados em agosto, o déficit alcançou US$ 63 bilhões, equivalente a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse indicador estava em US$ 61,8 bilhões, ou 2,44% do PIB, em julho. Em agosto de 2025, o acumulado era de US$ 76,9 bilhões, correspondente a 3,53% do PIB.
Comércio exterior e contas de serviços
A balança comercial contribuiu positivamente para o resultado de agosto, com superávit de US$ 6,6 bilhões. No mesmo mês do ano anterior, o saldo havia sido de US$ 5,3 bilhões. As exportações passaram de US$ 29,7 bilhões para US$ 33,3 bilhões, alta de 12,1%, enquanto as importações subiram de US$ 24,4 bilhões para US$ 26,7 bilhões, avanço de 9,4%.
Esse saldo comercial foi contrabalançado pelo aumento do déficit em serviços, que chegou a US$ 5,3 bilhões, ante US$ 4,1 bilhões um ano antes. O Banco Central registrou maiores despesas líquidas com transportes, propriedade intelectual, telecomunicações e computação, além de aluguel de equipamentos.
A conta de renda primária também teve piora: o déficit passou de US$ 5,4 bilhões para US$ 7 bilhões. Nessa categoria entram fluxos de lucros, dividendos e juros entre o país e o exterior. As despesas líquidas com lucros e dividendos somaram US$ 5,9 bilhões, contra US$ 4,2 bilhões em agosto de 2025.
Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 7,4 bilhões em agosto, ante US$ 7,7 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em 12 meses, chegaram a US$ 86,6 bilhões, equivalentes a 3,39% do PIB. Já os investimentos em carteira tiveram saída líquida de US$ 5,2 bilhões. As reservas internacionais cresceram US$ 2,9 bilhões em relação a julho e fecharam agosto em US$ 372,6 bilhões.



