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Economia

Dólar sobe a R$ 5,1404 com apostas no Fed e disputa eleitoral brasileira

Moeda americana avança 0,73% diante da alta global do dólar, dos Treasuries e das expectativas sobre os juros dos EUA.

Dólar sobe a R$ 5,1404 com apostas no Fed e disputa eleitoral brasileira

O dólar avançava no mercado à vista nesta quarta-feira, 23, e pressionava os juros futuros, depois de ambos fecharem em baixa na véspera. Às 9h35, a moeda americana subia 0,73%, cotada a R$ 5,1404. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante outras moedas, renovava a máxima em 100,961 pontos.

A valorização do dólar no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries aumentam a pressão sobre o real. O movimento ocorre em meio às expectativas de novas elevações dos juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A queda dos preços do petróleo atua em sentido contrário. O recuo reflete a possibilidade de desescalada do conflito no Oriente Médio, cenário que normalmente reduziria a pressão sobre a moeda americana, já que os Estados Unidos são exportadores líquidos de petróleo.

Eleição e percepção de risco

No mercado doméstico, investidores também avaliaram a pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a eleição presidencial. A sondagem mantém empate técnico no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas registrou mudança na vantagem numérica em relação à pesquisa anterior.

Lula aparece com 47,7% das intenções de voto, ante 47,4% de Flávio. A diferença, que era de 0,4 ponto a favor de Flávio, passou a ser de 0,3 ponto para Lula. Considerando apenas os votos válidos, os percentuais são de 50,2% para Lula e 49,8% para Flávio.

No primeiro turno, Lula chegou a 45,8% e Flávio, a 43,4%. Os dois avançaram 1,7 ponto e mantiveram distância de 2,4 pontos. Somados, passaram de 85,8% para 89,2%.

O UBS GWM identifica três elementos que mantêm elevado o prêmio de risco no Brasil: a disputa eleitoral, a deterioração fiscal e os juros globais estruturalmente altos. A instituição considera atraentes apenas títulos indexados à inflação e ativos globais para reduzir os riscos eleitoral e fiscal.

Também foram divulgados a alta de 0,52% do IPC-S na 3ª quadrissemana de setembro, após avanço de 0,49% na 2ª prévia, e o aumento da mediana do IPCA de 2026, de 4,90% para 4,92%, acima do teto da meta de inflação.

No cenário internacional, um ataque a um cargueiro no Estreito de Ormuz deixou o navio em chamas e à deriva, com dois feridos; toda a tripulação foi retirada. A Rússia também voltou a atacar Kiev com drones, horas antes de Volodimir Zelenski discursar na Assembleia Geral da ONU.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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