O Ibovespa recuou durante a manhã desta terça-feira, 29, depois de registrar quatro quedas consecutivas. O movimento acompanhou a baixa dos contratos futuros de petróleo, superior a 1%, e a queda de 0,78% do minério de ferro em Dalian, na China.
Às 11h31, o índice caía 0,59%, aos 181.979,41 pontos. Na mínima do dia, recuou 0,78%, para 181.562,24 pontos. A abertura ocorreu aos 182 993,14 pontos, praticamente no mesmo nível da máxima, de 182.996,68 pontos. Na sessão anterior, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,26%, aos 182.991,13 pontos.
A disputa pela Presidência da República também entrou no radar dos investidores. A proximidade do primeiro turno e a divulgação de novas pesquisas aumentam a atenção sobre a volatilidade, enquanto o mercado acompanha indicadores de emprego no Brasil e nos Estados Unidos.
Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, comparou o comportamento do índice a uma balança, influenciada pelo ambiente externo e por fatores domésticos, especialmente a eleição. João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp, afirmou que a cautela fiscal mantém a Bolsa na defensiva.
Entre os pontos citados por Oliveira estão o aumento do Bolsa Família, que pode gerar custo de mais de R$ 20 bilhões nas contas em 2027, e a proibição das bets, que pode fazer o governo perder cerca de R$ 12 bilhões. Para ele, esses fatores representam piora fiscal em meio ao processo eleitoral.
No Brasil, o IGP-M subiu 1,57% em setembro, após recuar 0,22% em agosto. O resultado ficou acima da mediana de +1,54% da pesquisa Projeções Broadcast. A taxa de desocupação foi de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, em linha com a mediana das expectativas. O Caged ainda seria divulgado.
Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, afirmou que os dados de desemprego indicam resiliência do setor e podem sustentar o consumo e a demanda, dificultando uma queda mais rápida da inflação e uma flexibilização monetária mais acelerada.
Na pesquisa Atlas, Luiz Inácio Lula da Silva lidera o primeiro turno com 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,7%, ante 47,6% de Lula, em empate técnico.
Entre as ações, Vale caía 2,14% e Petrobras recuava entre -0,43% e -0,87%. No setor bancário, apenas o BB subia, com alta de 0,88%. Azzas avançava 5,67%, em meio à baixa dos juros futuros.


