O Banco Central informou nesta terça-feira, 29, que a taxa média anual do cartão de crédito aumentou em agosto nas operações rotativas e parceladas. No rotativo, o percentual passou de 436,2% ao ano em julho para 444,9% em agosto. No parcelado, subiu de 189,3% para 192,1% no mesmo período.
Quando as duas modalidades são consideradas em conjunto, o juro médio do cartão avançou de 93,1% para 97,8% ao ano. Os indicadores refletem as taxas cobradas pelas instituições financeiras nas operações acompanhadas pelo Banco Central.
Como interpretar os percentuais
A legislação aprovada pelo Congresso determinou que juros e encargos do rotativo e do parcelado não poderiam exceder 100% do principal da dívida. Esse limite começou a valer em janeiro de 2024. A comparação entre o teto legal e as taxas divulgadas pelo Banco Central pode dar a impressão de descumprimento, mas a autoridade monetária esclarece que os números têm natureza estatística.
O cálculo anual parte do juro cobrado mensalmente pelas instituições e projeta esse valor para um período de um ano. Por isso, o resultado não representa necessariamente o custo efetivamente pago por cada consumidor. O Banco Central afirma que, em geral, as pessoas permanecem no rotativo por dias ou semanas.
A autoridade monetária manterá a série histórica. O indicador é usado para acompanhar a velocidade de alta ou de queda dos juros e integra o cálculo da taxa cobrada pelo sistema financeiro como um todo.



