As exportações brasileiras alcançaram US$ 33,16 bilhões em agosto, o maior resultado já registrado para o mês, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4). O valor representa crescimento de 12,2% ante agosto de 2025.
As importações somaram US$ 25,76 bilhões, alta de 9,2%. Com isso, o saldo positivo da balança comercial ficou em US$ 7,39 bilhões, avanço de 23,8% na comparação anual. A corrente de comércio, formada pela soma das exportações e importações, chegou a US$ 58,92 bilhões, crescimento de 10,9% e recorde para um mês de agosto.
A elevação das vendas externas foi influenciada principalmente pelos preços. Os produtos exportados ficaram 9,3% mais caros, enquanto a quantidade embarcada aumentou 2,2%. No caso das importações, o valor cresceu 9,2%, embora o volume tenha recuado 2%, porque os preços subiram 11%.
Os três grandes setores exportadores tiveram desempenho positivo. As vendas da indústria extrativa cresceram 16,4%, para US$ 8,35 bilhões; as da agropecuária avançaram 11,4%, para US$ 7,39 bilhões; e as da indústria de transformação aumentaram 10,2%, para US$ 17,17 bilhões.
Entre os produtos que impulsionaram o resultado estão o petróleo bruto, com alta de 18%, e os minérios de cobre, cujas exportações dispararam 223,1%. Também cresceram as vendas de óleos combustíveis, 61,6%; carnes de aves, 40,5%; e farelos de soja, 36,6%. Em contrapartida, caíram as exportações de minério de ferro, 10,8%; carne bovina, 19,7%; milho, 25,3%; e açúcares e melaços, 37%.
Destinos das exportações
A China, principal parceiro comercial do Brasil, comprou US$ 8,34 bilhões em produtos brasileiros em agosto, uma redução de 10,9% sobre o mesmo mês de 2025. Embora os preços tenham aumentado 8,3%, o volume enviado caiu 19,2%.
A maior retração ocorreu na carne bovina, cujas vendas para o país asiático despencaram 89,6%, passando de US$ 887 milhões em agosto de 2025 para US$ 92 milhões no mês passado. Também diminuíram as exportações de açúcares e melaços, 74,6%, para US$ 82 milhões; minério de ferro, 11%, para US$ 1,66 bilhão; soja, 4,7%, para US$ 3,14 bilhões; e petróleo bruto, 6,3%, para US$ 1,86 bilhão.
O Ministério do Comércio da China informou que, em 10 de agosto, 90% da cota brasileira de carne bovina já havia sido utilizada. A salvaguarda estabelece limite de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil em 2026 e tarifa adicional de 55% sobre o volume excedente.
As vendas para a União Europeia cresceram 46,4%, para US$ 5,82 bilhões. Para os Estados Unidos, o avanço mensal foi de 12,1%, alcançando US$ 3,19 bilhões, apesar da queda de 9,7% no acumulado de janeiro a agosto. Aeronaves, carne bovina e produtos semiacabados de ferro e aço estiveram entre os itens que sustentaram o resultado no mercado americano.
De janeiro a agosto de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 250,86 bilhões, alta de 10,3%, e as importações chegaram a US$ 195,54 bilhões, aumento de 6,1%. A corrente de comércio acumulou US$ 446,39 bilhões, 8,4% acima do mesmo período de 2025. O superávit foi de US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% e segundo maior resultado da série para o intervalo, atrás dos US$ 62,43 bilhões registrados entre janeiro e agosto de 2023.


