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Economia

Fazenda obtém bloqueio de perfil da Polymarket sobre eleições de 2026

Conta brasileira da plataforma foi restringida no Instagram após pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas à Meta.

Fazenda obtém bloqueio de perfil da Polymarket sobre eleições de 2026

O perfil brasileiro da Polymarket no Instagram foi bloqueado para usuários no Brasil nesta terça-feira (22), depois de a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda solicitar à Meta a retirada da página do ar. A conta divulgava apostas relacionadas às eleições de 2026, modalidade não autorizada pela legislação brasileira.

Ao tentar acessar o perfil @polymarketportugues, usuários no país recebem uma mensagem do Instagram informando que a visualização foi restringida conforme uma solicitação legal. A Fazenda afirmou que havia pedido, em 9 de setembro, o bloqueio de páginas não oficiais da empresa na rede social. A solicitação foi atendida nesta terça-feira.

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou a atuação da Fazenda, mas não informou qual foi o alcance do pedido. “Informamos que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda atuou para retirar as referidas postagens do ar”, declarou o órgão.

Regras para apostas

A legislação brasileira permite apostas de quota fixa em eventos esportivos e jogos on-line, mas não inclui resultados eleitorais entre as modalidades autorizadas. A AGU recebeu informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a continuidade da oferta de apostas envolvendo a eleição presidencial e a divulgação desses mercados em redes sociais.

A divulgação também alcançou contas estrangeiras no X. Entre 18 e 21 de setembro, publicações patrocinadas promoveram a alta da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência nas apostas da Polymarket. Ao menos 11 usuários participaram das publicações, em sua maioria ligados ao ecossistema político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Algumas postagens associavam elogios a Jair Bolsonaro a gráficos da plataforma.

A AGU afirmou que conteúdos novos produzidos no exterior por candidatos a cargos eletivos, em princípio, ficam sob análise da Justiça Eleitoral quando provocada por partidos ou pelo Ministério Público. A Polymarket foi procurada para prestar esclarecimentos, mas não respondeu até a publicação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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