O Ministério da Fazenda encontrou 48 contas de apostadores com mais de R$ 500 mil em plataformas de apostas que funcionavam legalmente no Brasil até a proibição anunciada na última sexta-feira (25). Os saldos serão submetidos a uma avaliação detalhada porque, na análise inicial, se afastam do padrão observado nas demais contas.
A informação foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, depois de uma reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima. O encontro tratou das ações de fiscalização e repressão às plataformas após a suspensão das apostas no país.
“Esse é um detalhe importante que a fiscalização tem apontado para [...] que passa, inclusive, por uma análise diferente, pormenorizada, para entender o volume grande de recurso que tem nessas 48 contas específicas”, disse Durigan nesta sexta-feira (2).
O governo não divulgou quanto dinheiro está concentrado nas contas nem informou os titulares. A Fazenda afirmou apenas que eles seriam, supostamente, pessoas físicas. Se forem encontrados sinais de irregularidade, os casos poderão ser encaminhados às autoridades responsáveis.
A apuração pode envolver a Secretaria Nacional do Consumidor, o setor do Ministério da Justiça encarregado do ambiente digital e a Polícia Federal, que investigará eventuais crimes. Durigan afirmou que há movimentações diferentes do conjunto das contas com recursos em apostas e que elas podem ser submetidas a investigação.
Até 25 de setembro, as plataformas reuniam cerca de R$ 2,1 bilhões em saldos de apostadores. Desde essa data, foram retirados R$ 652 milhões, e aproximadamente R$ 1,4 bilhão permanecia nas contas, conforme dados apresentados pela Fazenda.
Os apostadores podem retirar voluntariamente os valores até 23h59 de segunda-feira (5). Após esse prazo, os bancos deverão devolver os saldos restantes entre 9 e 14 de outubro.


