Francis Halzen recebeu, nesta terça-feira (6), o Prêmio Nobel de Física pela descoberta de neutrinos de alta energia, partículas subatômicas que chegam de fora da nossa galáxia. O reconhecimento foi anunciado pelo Comitê Nobel, reunido em Estocolmo.
A premiação destacou as contribuições de Halzen para o Observatório de Neutrinos IceCube e para a identificação de neutrinos de origem astrofísica. Aos 82 anos, o físico é professor na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
Como funciona o IceCube
O observatório está instalado no Polo Sul e consiste em um quilômetro cúbico de gelo equipado com sensores de luz. A estrutura permite detectar neutrinos, partículas raras produzidas por processos de alta energia no universo distante.
A Academia afirmou que a visão e a liderança científica de Halzen foram fundamentais para o desenvolvimento do IceCube. A professora Eva Olsson, integrante do Comitê Nobel de Física, explicou que o gelo possibilita a detecção dessas partículas subatômicas.
Ellen Moons, secretária-geral da Real Academia Sueca de Ciências, descreveu a premiação como um reconhecimento a mensageiros vindos do espaço. Halzen nasceu em Tienen, na Bélgica, e recebeu a notícia por telefone durante a entrevista coletiva. “Foi uma grande surpresa e, obviamente, eu não esperava”, declarou.
O Nobel de Física é o segundo prêmio anunciado na temporada, depois do Nobel de Medicina, concedido a Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nage pelo trabalho em optogenética. A premiação de Química está prevista para a quarta-feira, e a de Literatura, para a quinta-feira.
O Nobel da Paz será entregue na sexta-feira, enquanto o prêmio de Economia encerrará a temporada em 12 de outubro. No ano passado, o Nobel de Física foi atribuído a John Clarke, Michel Devoret e John Martinis por aplicações da mecânica quântica relacionadas ao desenvolvimento de tecnologias digitais.



