A notícia e o que está por trás
Economia

Fusão entre Afya e Yduqs manterá negócios além dos cursos de medicina

Ensino a distância, cursos presenciais e Ibmec seguirão na companhia combinada, que terá 1,6 milhão de estudantes.

Fusão entre Afya e Yduqs manterá negócios além dos cursos de medicina

A fusão entre Afya e Yduqs dará origem a uma companhia de ensino superior privado com foco nos cursos de medicina, mas manterá operações em outras áreas, como ensino a distância, cursos presenciais e formação em negócios. A estratégia, apresentada pelo CEO da Yduqs, Rossano Leandro, prevê que o segmento premium seja o principal eixo da empresa combinada sem eliminar as demais verticais.

O Ibmec, unidade de cursos de negócios da Yduqs com sede no Rio de Janeiro, terá papel relevante nesse desenho. A instituição conta atualmente com sete unidades no país, incluindo a que deverá ser aberta no início de 2027 em Fortaleza, no Ceará. Leandro afirmou que a marca tem espaço para ampliar sua presença geográfica e seu portfólio.

A Yduqs também pretende preservar o crescimento do ensino semipresencial, que avançou 45% ano contra ano e está entre os segmentos validados pelo MEC. Para Leandro, a diversificação dá mais estabilidade à companhia diante de impactos macroeconômicos, como mudanças na taxa de juros e na disponibilidade de renda.

Escala das operações

O Idomed, braço de medicina da Yduqs, reúne 11,8 mil alunos e tem tíquete médio de R$ 13.037. O Ibmec soma 11,6 mil estudantes, com tíquete médio de R$ 4.295. Nas demais frentes, o ensino presencial alcança 380 mil estudantes, com mensalidade média de R$ 973, enquanto o valor cai para R$ 454 no semipresencial.

No ensino a distância, a Yduqs tem mais de um milhão de alunos, com tíquete de R$ 252. Depois da combinação com a Afya, o grupo terá 1,6 milhão de estudantes, dos quais 38 mil estarão em cursos de medicina.

A operação foi apresentada pela Afya como um movimento de diversificação. A avaliação de Leandro é que a presença em diferentes segmentos do ensino superior deve ser mantida, com concentração maior em medicina e nos negócios premium. A companhia também vê potencial para ampliar a participação do ensino superior na população brasileira.

Ainda não há decisão sobre mudanças nas marcas ou nos nomes de unidades específicas. Um estudo nacional e local será realizado ao longo de um período que pode durar entre nove e 12 meses. Depois dessa análise, será definido o caminho para cada marca.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.