O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (24) que há um complô para impedir sua participação na eleição. Durante uma transmissão ao vivo, o ex-governador questionou a atuação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e disse que o processo contra sua candidatura teria como objetivo retirar sua possibilidade de vitória.
Garotinho também reclamou de dificuldades para levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Estou sendo privado do acesso à Justiça”, afirmou. Ele aguarda a análise de um recurso enquanto a disputa sobre o registro de sua candidatura continua.
Decisão sobre o registro
O TRE-RJ indeferiu o registro em 11 de setembro. A decisão considerou que uma condenação por improbidade administrativa, de 2018, impede o ex-governador de concorrer novamente ao Palácio Guanabara.
Depois disso, o TSE concedeu uma liminar que suspendeu as restrições impostas pelo tribunal fluminense. Com a medida, Garotinho pôde retomar atos de campanha enquanto o processo judicial prossegue.
Na transmissão, anunciada para as 11h e iniciada com mais de uma hora de atraso, o candidato levantou a possibilidade de o TRE-RJ favorecer outro concorrente. “Me recuso a acreditar que a Justiça Eleitoral do Rio queira dirigir a eleição para um determinado candidato”, disse.
Garotinho afirmou ainda que o TSE anulou a decisão do Rio por considerá-la ilegal, em sentido contrário a parecer e jurisprudência do próprio tribunal. Segundo ele, novas tentativas serão feitas para impedir sua candidatura, porque seria um concorrente fora das máfias.
Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23) apontou Garotinho com 8% das intenções de voto no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) registrou 36%, enquanto Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), apareceu com 23%.


