Uma força-tarefa do governo federal derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online após a publicação da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também monitora uma rede de divulgação de apostas no Telegram com 212,6 mil membros.
A ação reúne o MJSP e o Ministério da Fazenda (MF), que ampliaram o acompanhamento do mercado de apostas no ambiente digital. O objetivo informado pelo ministério é bloquear plataformas que funcionem sem autorização e impedir o uso de novos endereços para oferecer apostas ao público brasileiro.
Anúncios e canais monitorados
No Google, foram identificados 1,9 mil anúncios de bets. O MJSP informou que não foi possível distinguir quais eram novos e quais já estavam ativos antes da proibição.
Na Meta, o Ciberlab encontrou sete anúncios. Dois começaram a ser veiculados durante a vigência da medida provisória, e o órgão do MJSP pediu a notificação da empresa para que eles fossem retirados. De acordo com o Ciberlab, alguns anúncios usavam nomes de páginas diferentes das marcas exibidas e links com domínios que não correspondiam às marcas anunciadas. Esses elementos podem indicar ocultação do anunciante real e do destino do tráfego.
O levantamento também localizou 43 canais e grupos ativos no Telegram com propaganda de apostas e jogos de cassino online. A relação foi encaminhada neste domingo (27) aos órgãos competentes da Fazenda e da Justiça para análise técnica e administrativa da situação dos operadores e adoção das medidas cabíveis.
Entre as ofertas identificadas estavam promessas de “260% de lucro mensal”, robôs para apostas e taxas de acerto de até 99,8%. O MJSP afirmou que a atuação conjunta busca evitar que a retirada formal das bets seja contornada pela migração para redes sociais, aplicativos, grupos fechados, canais clandestinos ou plataformas hospedadas fora do país.
Novos sites identificados
Após a publicação da medida provisória, teriam surgido 440 novos sites de apostas online sem registro no Brasil. Os dados são do Bet Legal, plataforma mantida pela empresa de cibersegurança Iron Security, que presta serviços a casas de apostas online no Brasil.
O Bet Legal começou a medir as bets irregulares em 1º de setembro deste ano. Os primeiros sites foram detectados a partir de 21 de setembro, quatro dias antes da publicação da medida provisória pelo governo federal. O Ciberlab informou que continuará monitorando as plataformas e pediu às big techs medidas para identificar páginas com identidade dissimulada e links mascarados.



