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Economia

IA reorganiza escritórios sem reduzir necessariamente a área ocupada

Pesquisa da CBRE indica que empresas devem redistribuir espaços para colaboração, enquanto estudos nos EUA apontam efeitos sobre vagas e vacância.

IA reorganiza escritórios sem reduzir necessariamente a área ocupada

A inteligência artificial deve mudar a forma como as empresas distribuem seus espaços, mas não necessariamente reduzir a área total ocupada pelos escritórios. Pesquisa da CBRE com ocupantes corporativos do Brasil, México, Chile e Colômbia mostra que um terço já considera os efeitos da tecnologia nas decisões de planejamento. Outros 34% esperam perceber esse impacto nos próximos dois anos.

O movimento ocorre depois de uma transformação provocada pelo trabalho híbrido. A adoção desse modelo levou empresas a redesenhar ambientes, com menos postos fixos e mais áreas colaborativas, além de aumentar a busca por edifícios com localização, serviços e conveniências capazes de estimular a presença dos funcionários.

Marcos César, diretor de corporate real estate da CBRE no Brasil, afirma que a expectativa de uma redução automática da área por causa de cortes de vagas não corresponde ao que a empresa observa. A mudança mais provável, segundo ele, está no balanceamento interno dos escritórios.

Espaços para colaboração

A inteligência artificial tende a reforçar uma função já ampliada pelo trabalho híbrido: a de reunir equipes para atividades conjuntas, criação e uso de espaços comuns. Nesse cenário, a demanda se concentra em ambientes colaborativos e em imóveis com localização privilegiada, em vez de simplesmente acompanhar o número de postos individuais.

O efeito sobre o mercado, porém, pode variar conforme o ritmo de contratação e a criação de novas ocupações. Estudo da Newmark sobre os Estados Unidos estima que o número de trabalhadores em atividades tradicionalmente realizadas em escritórios ficará praticamente estável entre 2026 e 2030, com crescimento de apenas 0,3% no período. Desde 1944, o emprego nessas ocupações não havia permanecido estável nem recuado em um intervalo de cinco anos.

A projeção-base prevê que a vacância dos escritórios passe de 21,4% ao final de 2025 para 21,5% em 2030. No cenário mais negativo, o índice chegaria a 23,5%. O relatório ressalva que, mesmo nessa hipótese, o impacto seria menor que o provocado pelo trabalho híbrido durante a pandemia.

Contratação e qualidade dos imóveis

A Cushman & Wakefield avalia que uma eventual redução de postos causada pela inteligência artificial pode ser compensada por novas vagas associadas ao avanço tecnológico. Na hipótese mais favorável, ganhos de produtividade seriam convertidos em aumento de receita e novos investimentos.

Esse cenário beneficiaria escritórios de maior qualidade, flexíveis e voltados à colaboração. A expansão da demanda poderia vir não apenas de empresas já existentes, mas também do surgimento de novos negócios, ocupações e necessidades de espaço.

A preparação das empresas ainda aparece como um obstáculo. Pesquisa global da JLL indica que 78% dos líderes empresariais e do setor de imóveis comerciais esperam impacto significativo da inteligência artificial em suas estratégias de portfólio nos próximos 3 a 5 anos. Apenas 15% afirmam estar otimizando ativamente suas operações imobiliárias considerando a tecnologia.

A JLL atribui essa diferença à dificuldade de medir os efeitos de uma ferramenta ainda em fase inicial de adoção corporativa. As consequências sobre a força de trabalho permanecem incertas, e a maioria das empresas continua avaliando como incorporar a inteligência artificial ao planejamento dos escritórios.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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