O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, acompanhando as bolsas da Europa e de Nova York, enquanto o recuo do petróleo ajudava a aliviar parte das pressões inflacionárias globais. Por volta das 10h40, o índice subia 0,59%, aos 186.388,35 pontos, depois de atingir máxima de 186.897,62 pontos, alta de 0,90%.
Na abertura, o avanço foi de 0,01%, com mínima em 185.246,81 pontos. O movimento ocorre após o índice fechar a sexta-feira (18) em baixa de 0,41%, aos 185 229,17 pontos. Na semana, a queda havia sido de 1,06%, a primeira desvalorização após quatro semanas consecutivas de alta.
O petróleo futuro recuava cerca de 3%, em meio ao alívio das preocupações sobre possíveis interrupções nos fluxos de oleodutos da Arábia Saudita. Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, afirmou que a queda da commodity exige cautela porque parte do oleoduto Leste-Oeste saudita ainda enfrenta limitações. A estrutura é estratégica por permitir o escoamento de petróleo sem passar por Ormuz.
O minério de ferro subiu 0,14% em Dalian, na China, onde o banco central manteve inalteradas suas principais taxas. No Brasil, o boletim Focus mostrou aumento da mediana para o IPCA de 2026, de 4,90% para 4,92%, e redução da projeção para a Selic no fim de 2026, de 13,75% para 13,50%.
A agenda econômica brasileira inclui a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária, do Relatório de Política Monetária, da arrecadação de agosto, do boletim Macrofiscal e do IPCA-15 de setembro, na sexta-feira. As pesquisas eleitorais também permanecem no radar. Levantamento BTG/Nexus indica empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno: 46% a 45%, respectivamente.
Ainda está prevista para hoje, às 18 horas, a pesquisa Qauest. Nos próximos dias, devem ser divulgados levantamentos AtlasIntel, Datafolha e Real Time Big Data. Para Saravalle, cada divulgação pode provocar volatilidade no Ibovespa, no dólar e na curva de juros.
No exterior, a 81ª Assembleia Geral da ONU concentra as atenções, com discursos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Também é esperado um encontro entre Trump e Xi Jinping para tratar de comércio, terras raras e inteligência artificial. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse nesta segunda-feira (21) que as lideranças podem se reunir mais duas vezes depois desta semana para discutir inteligência artificial.



