O Ibovespa perdeu força nesta terça-feira, 6, depois de renovar a máxima do dia e passar a operar no campo negativo. O índice abriu com alta de 0,01%, aos 206.924,61 pontos, avançou até 209.522,60 pontos e, mais tarde, perdeu o nível de 205 mil pontos.
Às 11h26, o Ibovespa caía 0,82%, aos 205.376,46 pontos. Naquele momento, a mínima era de 204.832,36 pontos. O movimento ocorreu após a alta de 7,70% registrada na sessão anterior, quando o índice fechou aos 206.911,89 pontos, depois de alcançar a máxima de 209605 70 pontos.
Eleições e mercado
A correção foi associada, em parte, ao ajuste após a disparada da véspera, provocada pelo resultado do primeiro turno das eleições, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, há expectativa de que o senador do PL adote uma política menos expansionista caso seja eleito.
Para Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, o movimento ainda não altera a tendência do índice. “É mais um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa ainda é de alta”, afirmou. O Morgan Stanley avalia que o Ibovespa pode alcançar 250 mil pontos no curto prazo, alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno.
Também pressionava o índice a queda de cerca de 2% do petróleo no exterior, em meio a sinais de aumento nas exportações da commodity do Oriente Médio. Em Nova York, as bolsas avançavam com a percepção de menor pressão inflacionária, em parte relacionada ao terceiro pregão seguido de recuo do petróleo.
O dólar recuava 4,12%, para R$ 5,0018, enquanto os juros futuros caíam mais de 100 pontos-base. O movimento alimentava expectativas de redução da taxa Selic em novembro e dezembro de 2026 e em 2027. Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirmou que a curva de juros refletia o custo da desconfiança sobre as contas públicas e a economia decorrente de sua redução.
Investidores aguardam pesquisas eleitorais previstas para quinta-feira, voltadas ao segundo turno. No Senado, também estão no radar possíveis discussões sobre o fim da escala 6x1.
Entre as ações de primeira linha, Vale recuava 1,81%, e Petrobras caía 2,71% nas ações preferenciais e 1,75% nas ordinárias. Itaú subia 1%, enquanto Bradesco avançava 1% nas ordinárias e 2,43% nas preferenciais. Banco do Brasil tinha a maior queda da carteira, de 6,19%, e Azzas registrava a maior alta, de 5,14%.



