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Economia

Ibovespa recua 0,51% sob efeito de Petrobras, Fed e eleição

Índice voltou aos 185 mil pontos diante da queda da Petrobras e das incertezas sobre juros nos Estados Unidos e eleições brasileiras.

Ibovespa recua 0,51% sob efeito de Petrobras, Fed e eleição

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,51%, aos 185.547,66 pontos, pressionado pelo recuo da Petrobras, pela baixa do petróleo e pelas expectativas em torno das eleições no Brasil e da política monetária dos Estados Unidos. O índice vinha em movimento de correção e voltou à faixa dos 185 mil pontos.

As perdas aumentaram no período da tarde, depois de declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), sobre a preocupação com a inflação. As falas também contribuíram para um ajuste mais intenso nas bolsas dos Estados Unidos.

Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, a decisão do Fed ficou dentro do esperado, mas trouxe sinais de uma postura inclinada à alta de juros. “O Fed com certeza começou o seu esforço máximo contra a inflação”, afirmou.

Eleições e ativos de risco

A primeira reação negativa à decisão do banco central norte-americano passou a ser absorvida pelos investidores, segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos. O mercado continua aguardando novas pesquisas eleitorais e desdobramentos relacionados às eleições no Brasil.

As apostas em uma alternância de poder seguem estimulando a exposição a ativos de risco. Esse movimento ocorre à medida que aumentam as expectativas de que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) represente maior compromisso com a austeridade fiscal.

Luis Fernando Cezario, economista-chefe da Asset1, afirmou que os fatores externos seguem importantes e dominantes, mas que elementos domésticos também influenciam os preços. Entre eles estão as probabilidades atribuídas ao resultado eleitoral e o ambiente de escândalos envolvendo o Banco Master e figuras importantes dos Três Poderes.

Para Cezario, esse conjunto produz uma percepção de crise generalizada, considerada prejudicial à avaliação do governo. O desempenho do Ibovespa refletiu, assim, a combinação entre a pressão exercida pela Petrobras, a reação dos mercados às sinalizações do Fed e a busca dos investidores por pistas sobre o cenário político brasileiro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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