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Economia

Ibovespa avança com apostas eleitorais e atinge maior nível desde maio

Índice subiu 1,20%, apoiado por Petrobras, Vale e bancos, em meio à aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Ibovespa avança com apostas eleitorais e atinge maior nível desde maio

O Ibovespa subiu 1,20% nesta terça-feira e encerrou o pregão aos 187.366,84 pontos, no maior nível desde 4 de maio. O índice chegou a se aproximar da faixa dos 190 mil pontos durante a tarde, mas perdeu força em relação à máxima, mantendo ainda assim uma alta firme no dia.

A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, da Vale e dos bancos. O movimento ocorreu em um ambiente de maior otimismo dos investidores com o cenário político brasileiro e com as perspectivas para a política fiscal a partir do ano que vem.

Disputa eleitoral e cenário fiscal

A avaliação predominante no mercado financeiro está relacionada ao estreitamento da distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Essa aproximação é interpretada por investidores como um possível sinal de que a pauta de gastos públicos poderá ser mais dura a partir do ano que vem.

Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira reforçou essa leitura ao apontar empate técnico entre os dois principais candidatos. A expectativa em torno da disputa eleitoral passou a influenciar também as projeções para o ambiente de juros e seus efeitos financeiros sobre as empresas.

Roberto Moura, head de renda variável da Grand Capital Invest, afirmou que o fluxo de recursos para o EWZ, por meio de opções no exterior ou de compras do ativo, voltou a impulsionar a bolsa desde o fim do mês passado. Para ele, o investimento estrangeiro tem sustentado as cotações no começo do mês: “O fluxo estrangeiro tem sustentado as cotações nesse começo de mês”.

O desempenho do mercado brasileiro também se destacou na comparação com outros emergentes. Desde o começo do mês, o EWZ, maior ETF ligado a ações brasileiras negociado em Nova York, sobe quase 9%, enquanto o EEM, ligado aos mercados emergentes, avança 2,3%.

O Brasil faz parte do EEM, mas representa uma parcela menor do índice do que China, Taiwan, Coreia do Sul e Índia. Nesse contexto, operadores observam que o chamado trade eleitoral ganhou espaço entre investidores globais, associado às perspectivas fiscais, ao comportamento dos juros e aos impactos sobre as empresas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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