A produção industrial acumulou perda de 3,4% entre maio e agosto, segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo anulou parte do avanço de 4,3% registrado entre janeiro e abril.
Em agosto de 2026, a indústria caiu 0,6% na comparação com julho. Foi a maior retração para o mês desde 2022, quando o resultado havia sido de -1,4%.
Apesar da sequência negativa, o nível de produção ainda ficou 1,3% acima do registrado em fevereiro de 2020, período usado como referência anterior à pandemia. A diferença, porém, vem diminuindo desde abril de 2026, quando chegou ao pico de 4,6%.
A indústria estava 3,5% acima do patamar pré-pandemia em maio. Em junho e julho, a distância havia recuado para 1,9%, antes do resultado de agosto. “Com a entrada dos resultados negativos a partir de maio, o distanciamento foi diminuindo mês a mês”, disse Macedo.
O desempenho de agosto também ficou abaixo do nível mais elevado da série, registrado em maio de 2011. A diferença em relação a esse pico foi de 15,6% em agosto de 2026.



