A notícia e o que está por trás
Economia

Orçamento de 2027 terá de acomodar novas despesas e perda de receitas

Bolsa Família, Desenrola 3.0 e proibição das bets podem alterar em até R$ 42,3 bilhões as contas do próximo mandato.

Orçamento de 2027 terá de acomodar novas despesas e perda de receitas

A proposta de Orçamento de 2027 ainda não incorpora medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da eleição. A inclusão das ações poderá exigir mudanças no projeto enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto, com impacto potencial de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas do próximo mandato.

A estimativa reúne despesas novas e uma redução de receitas. O maior efeito vem do Bolsa Família: o reajuste de 15,04% elevou o piso mensal de R$ 600 para R$ 691, com os pagamentos atualizados começando em outubro. Como o aumento valerá durante os 12 meses de 2027, o custo adicional projetado para esse ano é de R$ 22 bilhões. Em 2026, a estimativa é de R$ 5,8 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou o reajuste como uma recomposição das perdas inflacionárias e disse que o governo iniciou uma revisão de gastos para absorver a despesa. A acomodação, conforme a estratégia anunciada, ocorrerá por remanejamento e cortes em outras áreas, sem aumento do gasto total dentro das regras fiscais.

O Desenrola 3.0 acrescenta outra pressão potencial. A União poderá comprar carteiras de dívidas de pessoas físicas e repassar aos devedores os descontos obtidos nas operações. O programa prevê até R$ 15 bilhões para essas aquisições, embora o desembolso dependa do volume das operações e das condições oferecidas pelos credores. O início dos pagamentos está previsto para 2027, e o programa poderá se estender para 2028.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o custo do Desenrola 3.0 será contabilizado nas despesas do governo e terá de respeitar os limites fiscais. Para criar espaço no Orçamento, a alternativa anunciada é reduzir gastos em outras áreas.

A proibição das apostas on-line, por sua vez, não representa uma nova despesa direta, mas deve diminuir a arrecadação. A estimativa é de perda de R$ 5,3 bilhão em receitas em 2027. Para preservar o resultado das contas públicas, essa redução poderá ser compensada por receitas de outras fontes ou por cortes de despesas.

O efeito final dependerá dos desembolsos efetivos e das compensações escolhidas. Assim, a definição de quais áreas terão recursos reduzidos ou precisarão gerar economias ficará ligada à margem de atuação do próximo governo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.