A Oura entrou com pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, em um movimento que levará à bolsa o crescimento de seu anel inteligente e do modelo de assinaturas associado ao dispositivo. A empresa pretende listar os papéis na Nasdaq, sob o ticker OURA, mas ainda não definiu a quantidade de ações nem a faixa de preço, conforme o formulário S-1 enviado à Securities and Exchange Commission (SEC).
A companhia superou US$ 1,2 bilhão em receita nos nove primeiros meses do ano fiscal de 2026 e alcançou 5 milhões de assinantes. Sua última rodada de investimentos avaliou o negócio em US$ 11 bilhões, e a Oura pode chegar à bolsa com um valor superior a esse patamar.
Nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026, encerrados em junho, a receita cresceu 74%, para US$ 1,21 bilhão. O lucro líquido foi de US$ 60,8 milhões, ante US$ 1,6 milhão no mesmo intervalo do ano anterior. A margem bruta passou de 51% para 55%.
Fundada em 2013, em Oulu, na Finlândia, a Oura lançou seu primeiro produto em 2015. Seu principal produto atualmente é o Oura Ring, que acompanha sono, frequência cardíaca e temperatura corporal. As informações são processadas pelo aplicativo da empresa, que oferece análises e recomendações personalizadas.
O desempenho combina a venda do dispositivo com uma cobrança recorrente. A base de assinantes pagos dobrou em um ano, de 2,5 milhões para 5 milhões, enquanto a receita desse segmento avançou 121%, para US$ 240,5 milhões. No mesmo período de nove meses encerrado em junho, foram comercializadas 3,1 milhões de unidades, contra 1,8 milhão no ano fiscal anterior, alta de 75%.
A Oura, porém, relaciona riscos ao crescimento no prospecto. A empresa afirma que a expansão acelerada pode perder ritmo: “Esse rápido crescimento pode não ser sustentável ou indicativo do desempenho futuro, e esperamos que nossa taxa de crescimento desacelere ao longo do tempo”. Também estão entre os riscos a concorrência, a necessidade de lançar novos produtos e recursos, incidentes de cibersegurança, alterações regulatórias nas funções de saúde e problemas na cadeia de suprimentos.
Apple, Google — incluindo a Fitbit —, Samsung, Garmin, Coros e Whoop aparecem entre os concorrentes citados. A Oura afirma que algumas dessas empresas podem ter mais recursos, portfólios diversificados, cadeias de suprimentos e canais de distribuição estabelecidos, além de reconhecimento global de marca.



