A avaliação dos empresários industriais sobre a economia brasileira foi o principal foco de deterioração no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) em setembro. O componente que mede as condições atuais da economia caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O resultado contribuiu para o recuo de 1,4 ponto no Icei, que passou de 46,3 para 44,9 pontos. Como o indicador permaneceu abaixo de 50 pontos, faixa que separa confiança de pessimismo, a indústria completou 21 meses consecutivos sem demonstrar confiança. A CNI afirma que esse é o período mais longo nessa condição na série, considerando 2015 e 2016.
A piora alcançou as duas partes do levantamento. O Índice de Condições Atuais caiu 2,5 pontos, para 40,2 pontos. Dentro dele, a percepção sobre as condições das empresas recuou 1,9 ponto, para 43,8 pontos.
As expectativas para os meses seguintes também perderam força. O Índice de Expectativas caiu 0,9 ponto, de 48,1 para 47,2 pontos. A perspectiva para a economia brasileira passou de 39,7 para 39,1 pontos, enquanto a expectativa em relação às próprias empresas diminuiu 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.
“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Levantamento de setembro
De acordo com a CNI, oscilações positivas observadas ao longo de 2026 foram pontuais e não alteraram o quadro de desconfiança entre os empresários industriais. A entidade considera que a falta de confiança continua disseminada no setor.
A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais entre 1º e 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 eram pequenas empresas, 441 médias e 270 grandes.



