A Receita Federal arrecadou R$ 4,029 bilhões em Imposto de Renda sobre rendimentos com dividendos em 2026 até agosto. O resultado levou o órgão a reduzir novamente a previsão para o ano: a estimativa caiu de R$ 17,2 bilhões para R$ 10,5 bilhões.
O novo valor representa pouco mais de um terço da projeção inicial, que era de R$ 29 bilhões. A revisão foi informada nesta terça-feira por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita.
A cobrança envolve uma alíquota de 10% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) aplicada a rendimentos de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil por mês. A regra vale para residentes no Brasil e no exterior.
Relação com a isenção do IR
A tributação dos dividendos foi criada como compensação pela renúncia fiscal associada à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas com ganhos de até R$ 5 mil. O custo dessa medida é estimado em R$ 28 bilhões em 2026.
As duas alterações começaram a valer em janeiro deste ano. Ao comentar a revisão, Malaquias afirmou: “Dos R$ 29 bilhões projetados inicialmente, estamos reajustando para R$ 10,5 bilhões”.



