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Justiça

Gilmar acusa Mendonça de buscar ganhos políticos no caso Banco Master

Ministro do STF também questionou a convocação de sessão extraordinária e criticou a condução de Luiz Fux na 2ª Turma.

Gilmar acusa Mendonça de buscar ganhos políticos no caso Banco Master

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar André Mendonça pela atuação no caso Banco Master e acusou o colega de tentar obter ganhos políticos com o episódio. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira, 17, em uma publicação no X, na qual Gilmar também saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Gilmar afirmou que a honra de Gonet foi injustamente atingida pela divulgação de conversas que, segundo o ministro, não indicavam a prática de ilícitos. Ele questionou a exposição do procurador antes de Mendonça declarar, em plenário, que não havia elementos contra ele. “Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário”, escreveu.

Na mesma publicação, Gilmar disse que a intenção de lucrar politicamente teria ficado evidente depois que Mendonça divulgou um vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. O ministro chamou o colega de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.

Questionamento sobre sessão extraordinária

As críticas à condução dos trabalhos do Supremo também foram registradas em um ofício enviado a Luiz Fux, presidente da 2ª Turma. O documento, datado de 11 de setembro e divulgado agora, expressa descontentamento com a convocação de uma sessão virtual extraordinária realizada em 8 de setembro.

A reunião foi convocada para referendar uma decisão cautelar de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da função de diretor de Inteligência Policial. Gilmar registrou que a decisão foi lançada no sistema às 8h43, chegou à imprensa às 8h50, entrou na pauta às 9h29 e só às 9h38 seu gabinete recebeu a comunicação oficial de que a sessão começaria às 10h.

Para o ministro, essa sequência indicaria um prévio ajuste entre Fux e Mendonça, sem comunicação aos demais integrantes da Turma. Gilmar afirmou que o procedimento não seria compatível com a colegialidade, a equidistância exigida da presidência e a lealdade institucional entre os ministros.

Ele também advertiu que a tolerância com atalhos procedimentais, inclusive em situações de urgência, pode transformar exceções em prática recorrente. O ofício defende que os procedimentos garantem julgamentos colegiados refletidos e legítimos.

A publicação ocorreu dois dias depois de uma sessão extraordinária marcada por um confronto entre Gilmar e Mendonça durante a manifestação de Paulo Gonet. Após Gilmar dizer “É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, Mendonça respondeu: “A desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite.”

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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