O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou o julgamento sobre a atuação de André Mendonça no caso Banco Master, que envolve Alexandre de Moraes. A sessão estava prevista para 23 de setembro, mas ainda não há uma nova data definida.
Fachin justificou a decisão pelo pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino no julgamento relacionado a Moraes, realizado em 15. Para o presidente do STF, os dois processos estão ligados.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou o adiamento e defendeu que a análise ocorra antes da eleição. Na avaliação dele, as decisões envolvendo Mendonça podem favorecer o candidato Flávio Bolsonaro e precisam ser conhecidas pelo eleitorado. “Não se pode fazer com que esse processo seja apagado da memória eleitoral do povo brasileiro”, afirmou.
Críticas de Rogério Correia
Correia também questionou a atuação de Mendonça em episódios relacionados à CPMI do INSS e a denúncias sobre Fabiano Zettel, da Igreja Lagoinha, além de vínculos com Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Segundo o deputado, essas relações não foram investigadas.
O parlamentar afirmou que o impacto eleitoral do caso já pode ser observado. Uma pesquisa Atlas/Intel divulgada em 17 mostrou o presidente Lula à frente no primeiro turno, mas com diferença menor para Flávio Bolsonaro no segundo. Sobre o escândalo do Banco Master, 41,2% dos entrevistados associaram a responsabilidade a aliados de Bolsonaro, enquanto 40,2% apontaram aliados de Lula.
Correia disse ainda que a associação entre Alexandre de Moraes e Lula prejudica o presidente, embora, segundo ele, não exista responsabilidade conjunta no caso. O deputado relacionou essa aproximação ao papel de Moraes no processo de condenação pela tentativa de golpe.
Na avaliação de Correia, Vorcaro teria repassado valores a Flávio Bolsonaro para o filme “Dark Horse” e para uso do clã Bolsonaro. Ele classificou a relação como uma troca de favores e afirmou que o tema deve ser considerado pelo STF antes da retirada do processo da pauta.


